Ação do MPSC impede demolição de imóvel com possível valor histórico-cultural em Florianópolis
Uma tutela cautelar obtida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) suspendeu a autorização para demolição de um casarão que pertenceu ao comerciante Charles Edgar Moritz, Charles Edgar Moritz, importante figura do comércio da cidade e das suas associações de classe, construído em 1968 na Avenida Mauro Ramos.
A ação de tutela cautelar em caráter antecedente foi ajuizada pela 28ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, após a Secretaria Municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano (SMHDU) não acatar recomendação para evitar a intervenção na edificação até que o Ministério Público concluísse a análise de documentos no procedimento preparatório que apura o valor histórico-cultural do imóvel.
A apuração da Promotoria de Justiça constatou que a Diretoria de Licenciamento Urbanístico da Secretaria Municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano de Florianópolis teria desconsiderado parecer técnico do Serviço do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural do Município de Florianópolis (SEPHAN) pela preservação da edificação.
Além disso, apontou a Promotora de Justiça Cristine Angulski da Luz na ação, haveria vícios formais no processo administrativo de autorização para demolição, uma vez que foi iniciado por pessoa que não teria legitimidade e supostamente autorizado por servidor que teria interesse pessoal na concessão do pedido.
Em relação à urgência do pedido cautelar, a Promotora de Justiça acrescenta que outro imóvel, no bairro Saco dos Limões, também objeto de outro procedimento que apura o suposto valor histórico-cultural, foi derrubado nesta semana.
Diante dos argumentos sustentados pela 28ª Promotoria de Justiça, o Juízo da 3ª Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital concedeu a tutela cautelar almejada. Além de suspender a licença de demolição, a decisão proibiu os proprietários do imóvel de qualquer intervenção na edificação, sob pena de multa de R$ 1 milhão e determinou que o Município de Florianópolis e a Fundação Catarinense de Cultura apresentem resposta às requisições do MPSC sobre o caso, no prazo de 30 dias.
A decisão é passível de recurso. (Ação n. 5025773-10.2024.8.24.0023)
Últimas notícias
17/04/2026Em Concórdia, MPSC requisita instauração de inquérito policial sobre possível situação de maus-tratos a animais
17/04/2026Em audiência pública, Ministério Público e entidades de defesa do consumidor criticam proposta de mudança em norma da ANAC
17/04/2026Mãe e padrasto são condenados, cada um, a mais de 65 anos de prisão por estupro de vulnerável e outros crimes no Vale do Rio Tijucas
17/04/2026Promotores do MPSC participam de seminário sobre combate à violência contra as mulheres na Penitenciária Sul, em Criciúma
17/04/2026No Meio-Oeste, pai é condenado a mais de 73 anos de prisão por abusar sexualmente dos filhos e mãe recebe pena de mais de 37 anos por omissão
17/04/2026Município de Joinville é condenado a devolver mais de R$ 2 milhões ao Fundo do Meio Ambiente após ação do MPSC
Mais lidas
17/10/2025MPSC, Prefeituras e Câmaras Municipais da Comarca de Chapecó firmam protocolo de boas práticas e combate à corrupção
03/12/2025AVISO DE PAUTA: 2ª PJ de Presidente Getúlio realiza Encontro Intermunicipal das Redes de Proteção da Comarca
26/01/2026Acordo firmado pelo MPSC, IMA e Seara garante fim do lançamento de efluentes no Riacho Santa Fé e destina R$ 5 milhões para projetos ambientais em Itapiranga
19/11/2025MPSC firma acordo para regularizar lei que trata das chácaras rurais em Xanxerê
18/12/2025Lei 15.280/25 amplia proteção a vítimas de crimes contra a dignidade sexual e impacta atuação do MPSC
11/11/2025MPSC atua em municípios atingidos por tornado no Oeste