Obra protege estrutura da Casa Rosa
Capacetes, máscaras, ferramentas e mãos à obra. O processo de escoramento da chamada "Casa Rosa" está previsto para ser concluído na próxima semana. Essa etapa tem caráter preventivo para que a estrutura da antiga casa não sofra abalos com o início da construção do novo prédio do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que ocorre no mesmo terreno.
O escoramento serve para prevenir danos à estrutura da casa e deverá permanecer instalado por um ano, período no qual serão executadas as fundações e cortinas de concreto do subsolo do novo prédio, que atingirá 15m de profundidade.
O processo de escoramento implica na retirada de algumas madeiras do forro e do assoalho por uma equipe de carpinteiros, com a orientação técnica de engenheiros e arquitetos responsáveis pelo serviço. Na oportunidade, as tábuas de madeira removidas dos assoalhos e forros são limpas, classificadas, identificadas com o número do cômodo e localização e depositadas com a devida proteção de TNT, em cômodos distintos para forros e assoalhos. A classificação e identificação é feita por uma equipe de profissionais de arquitetura.
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| Assista ao segundo episódio de Por dentro da Casa Rosa : Como preservar a estrutura de prédio tombado pelo Patrimônio Histórico? |
Seu Graciolino Borges, carpinteiro há mais de 30 anos em processos de escoramentos similares, informou que muitas das madeiras do forro encontram-se em precário estado de conservação, degradadas pela ação do tempo. Por outro lado, grande parte do assoalho de madeira está em bom estado. Na futura obra de restauração, as peças serão reavaliadas e as que não puderem ser reutilizadas serão substituídas por peças similares na forma e características da madeira.
As arquitetas Nicole Porto Balen e Renne Turibio fazem a etiquetagem das peças que precisam ser retiradas do forro e do assoalho para o escoramento, cujo projeto já previa quais madeiras seriam retiradas nesse processo. Depois de catalogadas, elas são separadas de acordo com seu estado. De um lado as mais degradadas, do outro aquelas avaliadas em bom estado de conservação pelas arquitetas.
"Estamos etiquetando e catalogando todas as madeiras retiradas. A gente confronta com a planta, na qual vemos se a numeração das tábuas e escrevemos na etiqueta a posição delas, para depois, quando chegar a etapa da restauração, a peça tenha condições de ser recolocada no mesmo lugar", explicou a arquiteta Nicole Porto Balen.
O conceito do processo de escoramento está sob a responsabilidade do Engenheiro Fábio Elias de Araújo, da Planalto Engenharia, com o acompanhamento técnico da Arquiteta Lilian Mendonça, da Prospectiva, Arquitetura, Restauro e Consultoria Ltda., e a anuência do Engenheiro Celso Prates, responsável pelo projeto das fundações e pelo processo de execução da cortina de concreto do subsolo do novo edifício.
Espaço será preparado para uso da sociedade
A chamada "Casa Rosa" é construção de meados do século XX e está situada no mesmo terreno do novo prédio do Ministério Público. O MPSC tem a intenção de, após sua rigorosa restauração, torná-la um espaço de interação com a sociedade catarinense. Ela será adaptada para abrigar um memorial sobre o Ministério Público, além de dispor informações históricas sobre a casa e a área urbana onde está localizada.
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