Operação “Istós” desarticula estrutura de facção criminosa com cumprimento de 39 ordens judiciais em três municípios catarinenses
Ação conjunta do GAECO/MPSC e da Polícia Civil cumpre 19 mandados de prisão e de 20 busca e apreensão em investigação decorrente da Operação Sodalitas Finis. Às 9h30 haverá entrevista coletiva sobre a operação na Delegacia Regional de Chapecó.
Na manhã desta terça-feira (18/08), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), e a Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), por meio da Delegacia de Combate às Drogas de Chapecó (DECOD), deflagraram a Operação “Istós”, voltada ao enfrentamento de uma facção criminosa com atuação dentro e fora do sistema prisional catarinense. Às 9h30 representantes dos órgãos envolvidos na operação concederão entrevista coletiva na Delegacia Regional de Chapecó.
Ao todo, estão sendo cumpridos 19 mandados de prisão e 20 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas, nos municípios de Chapecó, Xanxerê e Caxambu do Sul, com atuação da 39ª Promotoria de Justiça de Florianópolis. As medidas judiciais têm como alvo investigados pela suposta integração ao grupo criminoso.
A operação é um desdobramento das investigações vinculadas à 4ª fase da Operação “Sodalitas Finis” e tem como objetivo enfraquecer a estrutura e a capacidade de atuação da facção em diferentes regiões do Estado.
As apurações foram desenvolvidas de forma integrada pelo Ministério Público de Santa Catarina e pela Polícia Civil, com compartilhamento de dados e cruzamento de informações obtidas em procedimentos investigativos. O trabalho conjunto permitiu ampliar o conhecimento sobre a estrutura do grupo e subsidiou a adoção das medidas judiciais cumpridas nesta fase da operação.
As investigações indicam que os suspeitos estariam envolvidos na prática de crimes como homicídios, tráfico de drogas e comércio ilegal de armas de fogo.
Os elementos colhidos também apontam para a atuação de integrantes responsáveis pela coordenação e manutenção das atividades da facção tanto nas ruas quanto no interior do sistema prisional catarinense.
Para o cumprimento das ordens judiciais foram mobilizados aproximadamente 122 agentes de segurança pública e membros do Ministério Público, dentre eles da 39ª Promotoria de Justiça da Capital. reunindo efetivos do GAECO/MPSC, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Serviço Aeropolicial de Fronteira (SAER/Fron).
Os materiais apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para a realização de exames periciais e posterior análise pelas equipes responsáveis pela investigação.
O procedimento tramita sob sigilo judicial. Novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.
Operação Istós
O nome “Istós” tem origem no grego antigo e significa "teia", "trama" ou "estrutura entrelaçada". A denominação faz referência à rede de relações identificada ao longo das investigações, evidenciando a estrutura hierarquizada da organização criminosa e a atuação coordenada de seus integrantes para a prática de diversos delitos.
A escolha simboliza, ainda, o trabalho das instituições na identificação desses vínculos e na interrupção das conexões que sustentam as atividades ilícitas do grupo.
Atuação integrada entre GAECO e Polícia Civil
A deflagração da Operação Istós evidencia a importância da atuação integrada entre o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO/MPSC) e a Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) no enfrentamento qualificado ao crime organizado.
O modelo de trabalho adotado possibilita a conjugação de capacidades institucionais, com compartilhamento de dados, integração de informações e atuação conjunta desde a fase de inteligência até o cumprimento das medidas judiciais.
A cooperação entre as instituições permitiu reunir e analisar informações provenientes de diferentes frentes investigativas, proporcionando uma visão mais ampla sobre a dinâmica de funcionamento do grupo, sua estrutura de comando e seus vínculos operacionais.
Esse trabalho conjunto fortalece a resposta estatal ao crime organizado, especialmente em casos envolvendo grupos com atuação simultânea nas ruas e no sistema prisional, contribuindo para a repressão qualificada dessas organizações e para a proteção da sociedade catarinense.
GAECO
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) é uma força-tarefa integrada pelo Ministério Público de Santa Catarina, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, com a finalidade de identificar, prevenir e reprimir a atuação de organizações criminosas no Estado de Santa Catarina.
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