Homem que matou jovem a facadas em lanchonete de Águas Mornas é condenado a mais de 17 anos de prisão

Ministério Público de Santa Catarina obteve o reconhecimento das qualificadoras do crime pelo Conselho de Sentença; familiares e amigos da vítima acompanharam o julgamento em busca de justiça. 

10.07.2026 13:27
Publicado em : 
10/07/26 16:27

O Tribunal do Júri condenou um homem pelo homicídio de um jovem de 26 anos, morto a facadas dentro de uma lanchonete no município de Águas Mornas, em sessão realizada na quinta-feira (9/7) no Fórum da Comarca de Santo Amaro da Imperatriz. O réu deverá cumprir pena de 17 anos, um mês e dez dias de prisão por homicídio qualificado. O Conselho de Sentença acolheu integralmente os pedidos do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), reconhecendo as qualificadoras e afastando as teses da defesa.

O homem foi levado a julgamento por ter matado a vítima no dia 5 de janeiro de 2025, por volta das 20 horas, em uma lanchonete no bairro Fazenda de Lourdes. Conforme a denúncia do MPSC, com evidente intenção de matar, ele atingiu o jovem com golpes de faca enquanto ambos estavam no estabelecimento. O réu dirigiu-se até a mesa da vítima e desferiu os golpes, causando sua morte.

O delito foi praticado por motivo fútil, uma vez que o autor cometeu o crime em razão de discussões anteriores relacionadas ao barulho de motos de trilha que passavam em frente à casa da vítima e perturbavam seu filho. O crime também foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Os golpes foram desferidos enquanto ela estava sentada e distraída na lanchonete, sem qualquer discussão prévia, o que a impediu de reagir ao ataque.

Familiares e amigos marcaram presença na sessão

O julgamento ocorreu com a presença de familiares e amigos da vítima, que usavam camisetas clamando por justiça. A vítima deixou um filho que, à época do crime, tinha três anos.

O Promotor de Justiça Márcio Ribeiro Borges atuou em plenário e sustentou a condenação do réu. “Com a presença marcante da família e em uma demonstração de carinho e apreço pelo trabalho do Ministério Público, seguida pelo resultado que todos esperavam, que foi a condenação do réu, vivenciamos algo muito gratificante, que nos dá ainda mais força para continuar firmes nessa luta em defesa do direito à vida”, disse.

O Juízo também condenou o homem ao pagamento de R$ 100 mil, a título de reparação pelos danos causados, e negou-lhe o direito de recorrer em liberdade, determinando a imediata execução da pena. 

Fonte: 
Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC