Agosto Lilás: PJ de São José do Cedro participa de ciclo de palestras de conscientização

Iniciativa reuniu profissionais de diferentes áreas para orientar a população local e fortalecer a rede de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres.

27.08.2026 19:36
Publicado em : 
27/08/26 19:36

Com o propósito de conscientizar a população de Guarujá do Sul sobre a importância da prevenção e do combate à violência doméstica e familiar contra as mulheres, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da Promotoria de Justiça de São José do Cedro, participou do ciclo de palestras “Movimento Guarujá do Sul sem Violência” a convite da Secretaria de Assistência Social do município, responsável pelo evento. 

Mais de dez encontros ocorreram ao longo do mês em empresas e órgãos públicos. A iniciativa integrou as ações do Agosto Lilás e teve a participação da equipe de Proteção Social Especial de Guarujá do Sul, além de outras entidades. 

O MPSC foi representado pela Assistente de Promotoria de Justiça Amanda Caroline Alves, da PJ de São José do Cedro. Nos eventos, ela falou sobre a atuação do Ministério Público na proteção às mulheres, a garantia e a fiscalização de direitos, a responsabilização dos autores de violência, a importância da denúncia e o trabalho em rede. 

A Promotora de Justiça Laura Emelianne Noronha Pin, atualmente responsável pela PJ de São José do Cedro, destacou que o “Movimento Guarujá do Sul sem Violência” é uma iniciativa de extrema importância. Segundo ela, “o enfrentamento à violência doméstica não se faz apenas quando a violência já aconteceu. A prevenção passa, necessariamente, pela informação, pela conscientização e pela aproximação da rede de proteção com a comunidade”. 

Também participaram das palestras as psicólogas Fabiane Scheidt e Ana Alberti, que abordaram o ciclo da violência, os impactos desse crime na saúde mental e a importância da informação e do acolhimento, e as assistentes sociais Adelise de Oliveira, Patrícia Verdana, Daniela Kureck e Diandra Venson. Durante os encontros, elas falaram sobre o papel do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), dos serviços socioassistenciais e da articulação entre os órgãos que compõem a rede de proteção às mulheres. 

A Sargento PM Gisele Trentin e Lucimar Lauxen, da Polícia Civil, também integraram a iniciativa, orientando os participantes sobre mitos e verdades relacionados à denúncia, sinais de risco e outros aspectos ligados à violência doméstica.

“Levar esse debate para diferentes espaços do município permite ampliar o alcance das informações, facilitar a identificação das diversas formas de violência e tornar mais conhecidos os serviços e os canais de apoio disponíveis às vítimas”, afirmou a Promotora de Justiça Laura Emelianne Noronha Pin.

Segundo ela, o trabalho conjunto das instituições que integram a rede de proteção enfatiza que o enfrentamento à violência doméstica é uma responsabilidade compartilhada. “Quando Ministério Público, Poder Judiciário, Município, Assistência Social, Saúde e forças de segurança atuam de forma articulada, a rede se torna mais próxima, mais acessível e mais efetiva na prevenção e no enfrentamento dessas situações”, disse.

Mais de 300 folders de conscientização e orientação foram distribuídos durante os encontros. As atividades se encerraram com uma palestra ao público em geral no Centro dos Idosos do município. Participaram do encontro mulheres inscritas no Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), oferecido pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), pessoas idosas e alunos da EEB Professora Elza Mancelos de Moura.

Fonte: 
Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC