NEAVIT inicia nova etapa de palestras em escolas de Rio do Sul para conscientizar adolescentes sobre violência nas relações
As ações iniciam no “Agosto Lilás” e seguem até setembro, dando continuidade ao trabalho desenvolvido pelo núcleo em quatro escolas da rede estadual
O Núcleo de Enfrentamento às Violências e Apoio às Vítimas (NEAVIT) de Rio do Sul realizará entre agosto e setembro de 2026, uma nova etapa de palestras do Programa Catarinas por Elas no eixo educacional, voltada à conscientização de adolescentes sobre violência nas relações, respeito, autonomia e proteção. As atividades estão previstas para acontecer em seis unidades escolares da rede estadual.
A nova fase do programa começa no dia 12 de agosto, na EEF Luís Ledra, e seguirá com encontros na EEB Prof. Henrique da Silva Fontes (19 de agosto), CEJA (26 de agosto), EEB Francisco Altamir Wagner (2 de setembro), EEB Paulo Cordeiro (9 de setembro) e EEB Deputado João Custódio da Luz (16 de setembro).
As palestras são conduzidas pela equipe do NEAVIT e integram o conjunto de ações de prevenção e fortalecimento da rede de proteção no ambiente escolar. O projeto é desenvolvido em parceria com o NEPRE (Núcleo de Educação, Prevenção, Atenção e Atendimento às Violências na Escola). O objetivo é promover espaços de diálogo e reflexão sobre relações saudáveis, violência doméstica, violência no namoro e mecanismos de apoio disponíveis para adolescentes e suas famílias.
A nova etapa dá continuidade ao primeiro ciclo de encontros realizado entre junho e julho de 2026, quando o programa passou pela EEB Paulo Zimmermann, EEB Willy Hering, EEB Francisco Navarro Lins e EEB Alfredo Dalfovo, levando o tema “Conexão e Cuidado – Entendendo a Violência nas Relações” a estudantes da rede estadual.
Durante as atividades, os adolescentes receberam informações sobre o funcionamento do NEAVIT, o fluxo de atendimento às vítimas e os objetivos do Programa Catarinas por Elas. A equipe também abordou a Lei Maria da Penha, contextualizando o surgimento da legislação, a importância histórica de sua criação e o caso de Maria da Penha, que deu origem à lei.
Os encontros incluíram orientações sobre os seis tipos de violência doméstica previstos na legislação (física, psicológica, sexual, patrimonial, moral e vicária), com explicações sobre as características de cada forma de violência e exemplos de situações que podem ocorrer no cotidiano. Além disso, foram abordados, o ciclo da violência desenvolvido pela psicóloga Lenore Walker, composto pelas fases de tensão, explosão e lua de mel e a doutrina contemporânea que já utiliza a expressão “espiral da violência” para evidenciar que o processo tende a se repetir e pode evoluir para situações mais graves, inclusive o feminicídio.
Também foram discutidas as medidas protetivas de urgência, o prazo de análise pelo Poder Judiciário e as principais garantias previstas em lei, como o afastamento do agressor do lar e a proibição de contato com a vítima. Os estudantes receberam ainda orientações sobre sinais de alerta de violência no namoro, canais de denúncia e a importância de quebrar o silêncio diante de situações de violência.
A participação ativa dos adolescentes no primeiro ciclo evidenciou a relevância de tratar o tema no ambiente escolar. As atividades buscaram não apenas transmitir informações jurídicas, mas também incentivar a identificação precoce de sinais de violência, o fortalecimento da autonomia dos jovens e a busca por ajuda quando necessário. Ao final de cada encontro, foram distribuídos materiais informativos e folders para estudantes e professores, com orientações sobre os serviços da rede de proteção e os canais de denúncia disponíveis.
NEAVIT
O Núcleo de Enfrentamento às Violências e Apoio às Vítimas atende pessoas vítimas de diferentes formas de violência, incluindo violência doméstica, crimes sexuais, racismo, intolerância religiosa, violência no esporte e outras situações que envolvam ameaça grave ou violação de direitos. O serviço atua com equipes multidisciplinares e em parceria com órgãos públicos, universidades, coletivos e serviços municipais, buscando oferecer acolhimento, proteção e atendimento humanizado às vítimas.
Em situações de violência doméstica, a população pode buscar ajuda por meio da Ouvidoria do MPSC (127), do NEAVIT de Rio do Sul, da Polícia Militar (190), da Polícia Civil (181) ou da Central de Atendimento à Mulher (180).
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