Trio que teria matado adolescente em Balneário Rincão é denunciado pelo MPSC
A denúncia apresentada nesta quarta-feira (18/3) requer a condenação de dois homens e uma mulher por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. A vítima desapareceu em novembro de 2025, em Araranguá, e o corpo foi encontrado somente em março deste ano, em Balneário Rincão.
Três réus foram denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) acusados de matar uma jovem de 16 anos, em Balneário Rincão. O crime teria ocorrido em 21 de novembro por motivação torpe e com emprego de meio cruel. A vítima teria sido atraída sob o falso pretexto de ter um encontro quando foi surpreendida e morta pelos três denunciados. O corpo da jovem foi ocultado e encontrado somente quase quatro meses após o crime.
Os denunciados, dois homens e uma mulher, têm 20, 22 e 24 anos. Um deles está preso preventivamente e os outros dois estão foragidos. Consta na denúncia apresentada pela 3ª Promotoria de Justiça de Içara, que entre a noite do dia 20 e madrugada do dia 21 de novembro de 2025, no Morro da Moca, Zona Sul do Balneário Rincão, os três denunciados, todos possíveis integrantes de uma organização criminosa, por motivo torpe, meio cruel, mediante dissimulação e com recurso que dificultou a defesa da vítima, teriam matado a adolescente, mediante múltiplos golpes com instrumento contundente, que lhe ocasionaram traumatismo crânio encefálico e politraumas.
Naquela noite, antes da execução do crime, um dos réus teria contratado um outro homem que realizava corridas de forma particular e o pediu para buscar a vítima em sua residência, no Município de Araranguá. A adolescente teria sido conduzida até a residência desse réu, no Balneário Rincão, de maneira espontânea, acreditando estar indo ao encontro do denunciado, com quem se relacionava de forma esporádica. Os denunciados porém teriam aproveitado dessa circunstância para atraí-la e viabilizar a concretização do homicídio, sem que ela suspeitasse do perigo.
Depois de ser recebida na casa do primeiro réu, a jovem teria sido levada até o Morro da Moca, área erma situada na mesma região. No local, os três denunciados, agindo em conjunto e previamente ajustados, teriam dado início aos atos que culminaram na morte da vítima.
Conforme a denúncia, a localização do celular da vítima auxiliou na identificação dos suspeitos. Dados da geolocalização do aparelho apontaram que o celular esteve no endereço do réu com quem a vítima se relacionava naquela noite. Posteriormente, o aparelho conectou-se à rede Wi-Fi pertencente à denunciada, que era companheira do terceiro réu envolvido. Os dois endereços seriam situados nas imediações do local do crime e do ponto em que o cadáver foi posteriormente encontrado, indicando que o aparelho esteve sob a esfera de controle dos denunciados no lapso temporal em que ocorreram os fatos.
Homicídio triplamente qualificado
O crime teria sido praticado por motivo torpe, já que os denunciados teriam matado a vítima em retaliação ao fato de ela ter delatado integrantes da organização criminosa que os réus integravam. Também foi praticado com meio cruel, já que a submeteram a violência extrema, com a aplicação de múltiplos golpes que lhe ocasionaram inúmeros traumas e fraturas, gerando um sofrimento intenso e desnecessário.
O delito também foi cometido mediante dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que os denunciados teriam atraído a adolescente sob o falso pretexto de um encontro e, atuando em evidente vantagem numérica, já que eram três réus contra uma única vítima, teriam a conduzido a um local ermo e isolado, circunstâncias que não permitiram qualquer possibilidade de reação ou resistência.
Ocultação de cadáver
Nas mesmas circunstâncias de tempo e local, após supostamente matar a jovem, os denunciados teriam ocultado o cadáver, enterrando-o nas dunas no Balneário Rincão, em área de difícil acesso. O corpo somente pôde ser localizado em 10 de março de 2026, quase quatro meses após a vítima desaparecer.
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