Trabalhando Juntos: MPSC busca sensibilizar e estimular empresários para contratação de jovens aprendizes em Tubarão

Em uma audiência pública nesta quinta-feira (25/6), a 3ª Promotoria de Justiça de Tubarão, em parceria com o CIEE, apresentou a iniciativa e tirou dúvidas a respeito da Lei da Aprendizagem. As duas cidades da comarca têm mais de 300 vagas de aprendizagem a serem preenchidas.

26.06.2026 15:33
Publicado em : 
26/06/26 18:33

Buscando viabilizar a inserção de jovens e adolescentes em situação de vulnerabilidade no mercado de trabalho, a 3ª Promotoria de Justiça de Tubarão organizou uma audiência pública nesta quinta-feira (25/6). O encontro, realizado em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), reuniu mais de 300 representantes de empresas das cidades de Tubarão e Pedras Grandes, além de representantes do poder público, do Ministério do Trabalho e Emprego e do Fórum Catarinense de Aprendizagem. O evento ocorreu na Arena Multiuso, em Tubarão. 

Durante o encontro, os participantes puderam entender mais sobre a Lei da Aprendizagem, a atuação na prática dos jovens no mercado de trabalho e o curso que está sendo realizado por eles. Também tiveram espaço para sanar dúvidas e puderam ouvir a experiência de empresários que já contam com jovens aprendizes em suas equipes de trabalho, de jovens e familiares deles que já estão inseridos no mercado e daqueles que ainda buscam a primeira oportunidade.

“A minha expectativa é conseguir minha primeira vaga de emprego, conseguir meu dinheirinho, comprar minhas coisinhas e com esse primeiro emprego seguir o meu sonho, que é ser advogada”, contou Isadora, jovem participante do Trabalhando Juntos.

Um levantamento da Promotoria de Justiça aponta que, de acordo com a legislação, a comarca possui mais de 800 vagas de aprendizagem em empresas locais, das quais mais de 300 ainda não estão preenchidas por falta de oferecimento pelas empresas. Ao mesmo tempo, os dois municípios registram um número elevado de atendimentos na rede de assistência social envolvendo jovens que não concluíram o ensino médio ou não estão regularmente matriculados, o que dificulta o acesso ao primeiro emprego. 

“Foi um ótimo evento. Conseguimos reunir mais de 300 empresários e sensibilizá-los quanto à contratação de jovens e adolescentes e também lembrá-los da obrigação legal quanto a essas contratações. Ao longo da audiência distribuímos termos de adesão para aquelas empresas que já gostariam de manifestar interesse de contratar jovens e para nossa grata surpresa já recebemos inúmeros termos assinados. Esperamos nos próximos dias termos inúmeros jovens iniciando seu primeiro emprego”, declarou a Promotora de Justiça Fabiana Mara Silva Wagner.

A Lei da Aprendizagem estabelece que empresas com pelo menos sete empregados devem destinar de 5% a 15% de seus cargos a aprendizes, com idades entre 14 e 24 anos, priorizando aqueles em situação de vulnerabilidade.
Ao final do encontro, empresários e representantes das empresas receberam um formulário para manifestar, nos próximos dias, o interesse em aderir ao programa, indicando a quantidade de vagas que poderão ofertar, conforme a Lei da Aprendizagem.

Como funciona na prática

Por meio da articulação do MPSC, as Secretarias Municipais de Assistência Social indicam os jovens que se enquadram no perfil do programa. As entidades qualificadoras, como o CIEE, são responsáveis pela oferta de oficinas socioeducativas. As duas primeiras turmas iniciaram a formação em em 1º de junho. Em Tubarão são 20 jovens e em Pedras Grandes, 13 estudantes em formação. 

Ao longo de aproximadamente dois meses e meio, os participantes recebem capacitação em temas como educação financeira, trabalho em equipe, elaboração de currículo e comportamento no ambiente profissional. Após a conclusão, os adolescentes são encaminhados para vagas de aprendizagem e estágio ofertadas por empresas locais. 

O MPSC atua como articulador e supervisor da iniciativa, promovendo o diálogo entre municípios, entidades qualificadoras e empresários, com o objetivo de garantir a implementação e a expansão do programa. 

Fonte: 
Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC