MPSC denuncia e pede prisão preventiva de suspeito de tráfico de drogas e posse ilegal de arma em Florianópolis

Na pousada do acusado, na Lagoa da Conceição, a polícia encontrou porções de haxixe e cocaína e uma pistola com três carregadores e munição. Na ocasião, ele teria fugido pela janela em direção à mata, mas foi preso temporariamente 11 dias depois. 

09.03.2026 17:38
Publicado em : 
09/03/26 08:38

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ofereceu denúncia contra um homem preso por suspeita de tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo na região da Lagoa da Conceição, em Florianópolis. Ao oferecer a denúncia, a 18ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capial pediu a conversão da prisão temporária do acusado em prisão preventiva. 

Segundo a Promotoria de Justiça, o suspeito era investigado pela Polícia Civil, que, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em 10 de fevereiro, teria localizado na pousada de propriedade do acusado porções de haxixe que somavam quase 80 gramas e pouco mais de 1 grama de cocaína, além de uma pistola calibre .380, três carregadores e 35 munições.  

No momento da abordagem, o homem teria fugido pela janela do último pavimento da casa, entrando em uma área de mata, o que impediu o flagrante. O suspeito foi encontrado 11 dias depois, em 21 de fevereiro, quando o mandado de prisão temporária contra ele foi cumprido. Na ocasião, mais uma pequena porção de haxixe teria sido apreendida no veículo conduzido pelo investigado. 

Para a Promotora de Justiça Isis Pereira Mendes, a apreensão de drogas, arma e munições, somada às imagens, vídeos e outros elementos coletados pela Polícia Civil, reforça a suspeita de tráfico habitual. O material reunido no inquérito inclui registros que mostram porções de entorpecentes embaladas supostamente para venda, além de gravações que indicam a produção artesanal de haxixe. A Promotoria de Justiça também sustenta que a arma apreendida seria utilizada para resguardar a atividade ilícita, já que estava guardada no mesmo local em que as drogas eram mantidas.  

Para o Ministério Público, esse conjunto de fatores, somado a condenações anteriores por outros crimes – entre eles tráfico internacional de armas –, evidencia risco de reiteração criminosa e necessidade de conversão da prisão temporária em prisão preventiva. 

A denúncia foi apresentada na Vara de Garantias da Comarca da Capital com base nos crimes previstos no artigo 33 da Lei de Drogas (Lei n. 11.343/2006) e no artigo 12 do Estatuto do Desarmamento (Lei n. 10.826/2003). A Justiça ainda não se manifestou sobre o recebimento da denúncia e o pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público.

Fonte: 
Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC