MPSC deflagra operação em Jaguaruna para apuração de crimes licitatórios e corrupção
Na manhã desta quinta-feira (17/11), a Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e do Grupo Especial Anticorrupção do Ministério Público (GEAC), cumpriu 38 mandados de busca e apreensão nos municípios de Jaguaruna, Treze de Maio, Tubarão, Laguna, Florianópolis, Imbituba e Sangão, expedidos pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
No cumprimento das diligências, foram recolhidos documentos, anotações manuscritas, cópias de processos licitatórios, dispositivos eletrônicos, cheques e aproximadamente R$ 125 mil em dinheiro em espécie.
Além disso, houve o cumprimento de mandados de afastamento das funções de sete agentes públicos de Jaguaruna, como medida cautelar para evitar práticas criminosas, e foi decretada a indisponibilidade de bens dos investigados, tanto para garantir o ressarcimento ao erário quanto para assegurar o pagamento de eventual pena pecuniária. A fase de campo é o resultado de mais de 20 meses de uma investigação que apura a prática reiterada de crimes de organização criminosa, de peculato, corrupção ativa e passiva e fraude a licitação por agentes públicos do Município de Jaguaruna e agentes privados.
Para possibilitar a efetividade das medidas de investigação, esta fase do processo tramita, por ora, em segredo de justiça.
A operação foi batizada de Sargento Vitto, em homenagem ao 3º Sargento Marcos Antônio Vitto, integrante do grupo regional do GAECO em Criciúma, que participou ativamente das apurações e, há um ano, faleceu em serviço.
Nome da operação é em homenagem ao Sargento Vitto, que faleceu em serviço
O Sargento atuava há 22 anos na Polícia Militar de Santa Catarina, tendo passado pelo 4º Batalhão da PM, em Florianópolis, e pela Casa Militar do MPSC. Tornou-se membro do GAECO de Criciúma em 2016, trabalhando desde então em conjunto com as Promotorias de Justiça na repressão ao crime organizado no estado.
Ao longo de toda sua trajetória, Vitto teve comportamento considerado excepcional dentro da corporação e entre os colegas do GAECO em Criciúma. Recebeu elogios por serviços prestados no policiamento ostensivo, além de homenagens pelos 10 e 20 anos de serviço e por mérito pessoal, por meio de um brasão concedido em 2016.
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