O Ministério Público de Santa Catarina utiliza cookies para gerar informações estatísticas de visitação, aperfeiçoar a experiência do usuário e prestar os serviços online.
Respeitando seu direito à privacidade, em breve você poderá fazer a gestão dos cookies por ferramenta própria disponível no site.
Até a implementação da ferramenta, você poderá optar por impedir/modificar esse tratamento por meio das configurações do seu navegador.




Um homem acusado pelo Ministério Público pelo homicídio de um companheiro de cela no Hospital de Custódia, em Florianópolis, foi condenado a mais de 21 anos de prisão pelo Tribunal do Júri da Comarca da Capital nesta terça-feira (1º/11).

A ação penal apresentada pela 37ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital relata o crime praticado por Maicon da Cunha Nenes na noite do dia 24 de fevereiro de 2021 contra Anderson Querino Pires, seu colega de cela.

De acordo com a ação, Maicon esperou a vítima tomar seu medicamento no início da noite e, quando ela estava deitada, a pretexto de ensinar-lhe uns golpes, deu-lhe uma gravata, dificultando-lhe eficaz reação. Com Anderson dominado, o réu enrolou um lençol em volta do seu pescoço, pendurando-o no interior da cela.

Conforme sustentado pelo Promotor de Justiça Jonnathan Augustus Kuhnen perante o Tribunal do Júri, os jurados - que formam o Conselho de Sentença, considerou o réu culpado por homicídio duplamente qualificado, por uso de meio cruel (asfixia) e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

A pena aplicada pelo Juízo do Tribunal do Júri foi de 21 anos, dois meses e um dia de reclusão, a serem cumpridos em regime inicial fechado. Em nome da garantia da ordem pública, o condenado teve negado o direito de recorrer em liberdade.