Réus denunciados pelo MPSC e condenados por latrocínio em São Joaquim já estão cumprindo penas em regime fechado
O crime aconteceu em agosto de 2025. As penas chegam a 28 anos de prisão para cada um, pois, além de cometerem latrocínio, eles ocultaram o cadáver da vítima em um rio e mantiveram a posse e o porte do revólver usado no crime sem autorização e em desacordo com a determinação legal.
O latrocínio é definido pelo Código Penal como roubo mediante violência que resulta em morte. Ele é considerado um crime contra o patrimônio, por isso é julgado pelo magistrado e não pelo Tribunal do Júri. Recentemente, dois homens denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por matar o dono de uma camionete a tiros para roubá-la em São Joaquim foram condenados à prisão.
Ambos já estão cumprindo as penas, que chegam a 28 anos para cada um, pois, além de cometerem latrocínio, eles ocultaram o cadáver da vítima em um rio e mantiveram a posse e o porte do revólver usado no crime sem autorização e em desacordo com a determinação legal ou regulamentar, infringindo o Estatuto do Desarmamento. Um terceiro réu, que escondeu a arma em casa, também foi condenado a um ano de detenção em regime aberto.
O Promotor de Justiça da 2ª Promotoria da Comarca de São Joaquim, Vinícius Silva Peixoto, afirma que a condenação representa uma resposta firme e proporcional à extrema gravidade dos fatos. “Não se trata apenas de um crime patrimonial, mas de uma vida brutalmente interrompida por ganância e desprezo pela dignidade humana, razão pela qual o Ministério Público de Santa Catarina atuou com rigor para assegurar a responsabilização penal dos envolvidos”, diz ele.
Relembre o caso
O crime aconteceu na madrugada de 30 de agosto de 2025, após uma noitada em uma boate. As investigações da Polícia Civil revelaram que a vítima aceitou dar uma carona para os réus e acabou sendo morta com vários tiros na cabeça enquanto dirigia, para ter o veículo roubado. Depois, ela teve o corpo descartado no rio Lava Tudo, na comunidade do Pericó.
Os réus também roubaram as ferramentas de trabalho da vítima que estavam no porta-malas da camionete e deram a elas um destino ainda não esclarecido. Por fim, eles abandonaram o veículo na localidade Fazenda Santana, em Lages. Ambos foram identificados e presos preventivamente na época dos fatos, e esse tempo foi detraído das penas.
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