Operação Coluna Sul tem prisões e apreensões em seis estados; veja o balanço

Maior ação da história do GAECO do MPSC registra mais de 140 prisões, entre mandados e flagrantes, e apreensão de armas, drogas, celulares e documentos. Ação, vinculada à 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, tem como foco a investigação da atuação de uma facção criminosa. 

01.07.2026 19:11
Publicado em : 
01/07/26 22:11

A Operação Coluna Sul, maior ação já realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), resultou até o momento no cumprimento de 132 mandados de busca e apreensão e de 147 prisões, sendo oito em flagrante. As diligências também resultaram na apreensão de armas, drogas, documentos e celulares. A ação, vinculada à 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, tem como foco a investigação da atuação de uma facção criminosa com atuação em Santa Catarina e em outros estados do país. 

Veja mais fotos da operação aqui.

A operação, deflagrada nesta quarta-feira (1/7), ocorreu simultaneamente em 30 municípios de Santa Catarina, cinco do Rio Grande do Sul, 11 do Paraná, 11 de São Paulo, um de Minas Gerais e um de Mato Grosso do Sul.  

A ofensiva é fruto de uma investigação conduzida pela 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, com apoio do GAECO, que apura a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas de fogo. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina e tiveram como objetivo enfraquecer a estrutura e a capacidade de articulação do grupo investigado. 

Balanço da operação 

As diligências realizadas até o momento resultaram em prisões temporárias e flagrantes e na apreensão de celulares, armas de fogo, munições, drogas e documentos relacionados às atividades da organização criminosa.  Confira abaixo o balanço da ação.  

Prisões por estado 

  • Santa Catarina: 111 prisões, uma em flagrante; 

  • Rio Grande do Sul: 6 prisões, duas em flagrante; 

  • Paraná: 10 prisões, uma em flagrante; 

  • São Paulo: 16 prisões, três em flagrante; 

  • Minas Gerais: 2 prisões, uma em flagrante; 

  • Mato Grosso do Sul: 2 prisões. 

 

Apreensões por estado 

  • Santa Catarina: 46 celulares, 2,6 mil gramas de maconha e 312 gramas de cocaína, além de R$ 2,3 mil em espécie.  

  • Rio Grande do Sul: 6 celulares, 48 g de maconha (20 porções), 12 g de cocaína (15 porções) e 13 g de crack (69 porções). 

  • Paraná: 9 celulares, 1 pistola Glock calibre 9 mm com seletor de rajada, 10 munições calibre 9 mm, 1 balança digital de precisão, manuscritos de interesse com referência à facção criminosa, 2,130 kg de maconha (três tabletes e uma porção/cigarro), 15 comprimidos de ecstasy e medicamentos/substâncias (três unidades de testosterona, duas de tirzepatida e uma de Durateston). 

  • São Paulo: 16 celulares, 3 armas de fogo (dois revólveres calibre .38 e uma garrucha), 21 munições, documentos, cartas, manuscritos e cadernos com anotações apreendidos em oito equipes de busca e 200 g de haxixe. 

  • Minas Gerais: 1 celular, 1 balança digital de precisão, 142 comprimidos de ecstasy, 39 buchas de maconha, 3 invólucros de cocaína e 1 invólucro de crack. 

  • Mato Grosso do Sul: 21 celulares e drogas apreendidas no interior de estabelecimento prisional, sem identificação de autoria. 

 

Operação Coluna Sul   

A Operação Coluna Sul é um desdobramento das investigações iniciadas na Operação Maserati e tem como objetivo enfraquecer a capacidade de articulação da facção criminosa investigada, que coordenaria atividades ilícitas dentro e fora do sistema prisional.  

O nome "Coluna Sul" foi adotado em razão de ser essa a designação utilizada pelo próprio para o conjunto formado pelos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, território estratégico para a expansão e o controle da facção na região Sul e Centro-Oeste do país. 

A ofensiva mobilizou centenas de agentes de segurança pública em Santa Catarina e conta com o apoio dos GAECOs e forças de segurança de Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.  

Segundo o MPSC, os materiais apreendidos serão encaminhados para perícia e subsidiarão o aprofundamento das investigações, que seguem sob sigilo. 

Modelo de trabalho da 39ª Promotoria de Justiça Comarca da Capital  

Para fazer frente à Vara Estadual de Organizações Criminosas, o MPSC implementou um modelo inovador de trabalho. A 39ª Promotoria de Justiça, que já atuava no combate às organizações criminosas na Grande Florianópolis, passou a ter abrangência em todo o estado e é responsável por investigar e processar crimes ligados a organizações criminosas. A proposta é intensificar o combate ao crime organizado com mais inteligência, agilidade e resolutividade.     

A 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital foi ampliada e conta com cinco Promotores de Justiça de entrância especial. A unidade tem uma estrutura própria e diferenciada em termos de equipamentos, equipe e segurança.  Um coordenador foi designado dentre os cinco Promotores de Justiça titulares e tem como atribuições, por exemplo, a distribuição dos procedimentos entre os membros e a interlocução com o Poder Judiciário, Defensoria Pública, Polícias Civil e Militar, Advogados e demais interessados.  

 GAECO  

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) é uma força-tarefa conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina e composta pela Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, e tem como finalidade a identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas.    

Fonte: 
Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC