MPSC aciona Justiça para exigir correção de falhas sanitárias em hospital de Sombrio
Ação da 2ª Promotoria de Justiça foi ajuizada após inspeções apontarem problemas em áreas como centro cirúrgico, UTI e esterilização de materiais.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Sombrio, ajuizou uma ação civil pública para obrigar o instituto responsável pela administração do Hospital Dom Joaquim, em Sombrio, a corrigir irregularidades sanitárias apontadas pela Vigilância Sanitária Estadual. A ação também pede indenização por dano moral coletivo.
As falhas foram identificadas em inspeções realizadas em março e maio de 2025, motivadas por denúncias encaminhadas pela Ouvidoria do SUS e pelo sistema estadual PHAROS. Os problemas atingem setores essenciais para a segurança dos pacientes, como o Centro Cirúrgico, a Central de Material Esterilizado (CME), os serviços de endoscopia e a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Segundo os relatórios de fiscalização, foram constatadas falhas na rastreabilidade de materiais cirúrgicos, nos processos de esterilização e no reprocessamento de dispositivos médicos, bem como inadequações estruturais e operacionais em diferentes áreas do hospital.
Em uma nova vistoria em maio de 2025, fiscais encontraram materiais médico-hospitalares armazenados em uma sala sem identificação e sem controle de acesso. Entre os itens apreendidos havia produtos de uso único e materiais cujo reprocessamento é proibido pelos fabricantes.
Para o Promotor de Justiça Guilherme Back Locks, responsável pela ação, as irregularidades revelam falhas nos processos de controle, rastreabilidade e esterilização de materiais utilizados na assistência aos pacientes.
Tentativa de acordo
Antes de recorrer à Justiça, a 2ª Promotoria de Justiça instaurou um inquérito civil e buscou uma solução consensual por meio de um termo de ajustamento de conduta (TAC). Entre julho e dezembro de 2025, foram realizadas reuniões com representantes da instituição, mas não houve acordo.
Diante do impasse e da ausência do hospital na reunião marcada para a assinatura final do TAC, o Ministério Público decidiu ajuizar a ação.
Além de determinar a regularização dos serviços, a 2ª Promotoria de Justiça de Sombrio pede a adoção de medidas urgentes para corrigir as irregularidades apontadas pela Vigilância Sanitária. O pedido aguarda decisão do Poder Judiciário.
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