“Afetos”: MPSC promove projeto para fortalecer vínculos familiares e prevenir vulnerabilidades em Balneário Gaivota

A iniciativa reuniu órgãos da rede de proteção e acompanhou, em encontros quinzenais ao longo dos últimos cinco meses, pais e responsáveis, buscando promover o fortalecimento dos vínculos familiares e evitar a institucionalização de crianças e adolescentes. O encerramento do primeiro ciclo do projeto ocorreu na noite desta quarta-feira (8/7).

09.07.2026 17:26
Publicado em : 
09/07/26 20:26

Ao longo dos últimos cinco meses, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), com o apoio de órgãos integrantes da rede de garantia dos direitos da criança e do adolescente, desenvolveu em Balneário Gaivota o projeto “Afetos”. A iniciativa da 2ª Promotoria de Justiça de Sombrio e da área de Serviço Social do MPSC na circunscrição teve como objetivo acompanhar famílias em situação de vulnerabilidade, fortalecendo a capacidade protetiva de pais e responsáveis por crianças e adolescentes já acompanhados pela rede de proteção do município.

Durante esse período foram realizados encontros quinzenais, nos quais representantes do Ministério Público, do Poder Judiciário, das Secretarias Municipais de Saúde, Assistência Social e Educação, do Conselho Tutelar e do Núcleo de Educação, Prevenção, Atenção e Atendimento às Violências na Escola abordaram temas relacionados ao fortalecimento dos vínculos familiares, promovendo orientação, diálogo e troca de experiências com as famílias. Os participantes foram inseridos no projeto por encaminhamentos dos próprios órgãos da rede de proteção, conforme a identificação de situações que demandavam acompanhamento mais próximo.

O encerramento do primeiro ciclo ocorreu na noite desta quarta-feira (8/7) e contou com atividades às mães e às crianças, além de um jantar de confraternização entre as famílias participantes. As ações foram promovidas pelo Município de Balneário Gaivota, com o apoio de voluntários. Durante o encontro, as famílias compartilharam as experiências vividas ao longo dos cinco meses de projeto e relataram as mudanças percebidas em suas rotinas.

Muitos agradeceram o acolhimento e os aprendizados adquiridos, destacando a importância do diálogo, da escuta e do fortalecimento dos vínculos familiares. Também ressaltaram que a aproximação com os profissionais da rede de proteção trouxe mais confiança para buscar apoio e dividir suas histórias. 

Para o Promotor de Justiça Guilherme Back Locks, além de atender diretamente as famílias participantes, o projeto fortaleceu a atuação integrada da rede de proteção. “A rede de garantia de direitos da criança e do adolescente ficou fortalecida. As próprias famílias atendidas pelo projeto passaram a enxergar os integrantes da rede de uma maneira diferente, não apenas como órgãos de fiscalização e cobrança, mas como pessoas e instituições que estão aqui para auxiliá-las”, destacou.

Idealizador da iniciativa, o analista em Serviço Social do MPSC Carlos Henrique de Sousa Sant Anna avalia que os resultados do primeiro ciclo demonstram o potencial do projeto para ampliar a proteção às famílias. “A avaliação foi muito positiva neste primeiro momento. Observamos que as famílias gostaram do projeto e percebemos uma redução das situações de vulnerabilidade social. Nosso objetivo é que, a cada novo ciclo, outras famílias também possam ser inseridas na iniciativa. Dessa forma atuamos no Ministério Público como um fomentador do fortalecimento da Rede Intersetorial de proteção, bem como auxiliamos na criação de novas possibilidade da atuação intersetorial” afirmou.

O conselheiro tutelar Eliton da Silva também ressaltou que a abordagem humanizada adotada durante os encontros contribuiu para aproximar as famílias da rede de proteção e facilitar a resolução de demandas. “Durante os encontros surgiram requisições e necessidades que conseguimos solucionar justamente por meio dessa abordagem mais humanizada. O projeto Afetos apresentou uma nova perspectiva para essas famílias e mostrou que situações de abuso não são naturais, além de demonstrar que existe um novo caminho para a construção de uma melhor qualidade de vida”, concluiu.

Fonte: 
Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC