MPSC faz entrega de mantimentos a comunidade indígena de Garuva
O Estado de Santa Catarina foi atingido por um ciclone extratropical entre quarta-feira (12/7) e quinta-feira (13/7), e o fenômeno causou estragos em diversas cidades, entre elas Garuva.
No município do Norte catarinense, a comunidade indígena Yakã Porã, da etnia Guarani Mbya, sofreu vários danos, que ocasionaram a perda de bens e utensílios. Uma visita da equipe da Promotoria de Justiça da Comarca de Garuva à aldeia após a passagem do ciclone constatou os prejuízos.
Diante da situação e com o intuito de ajudar os indígenas que moram na aldeia, o MPSC promoveu uma campanha de arrecadação de roupas, alimentos e utensílios domésticos para a comunidade. A campanha se iniciou em 22 de julho e seguiu até 3 de agosto. Foram duas semanas em que a população de Garuva e região pôde doar os materiais necessários para auxiliar os moradores da aldeia Yakã Porã.
Os materiais, roupas, utensílios e alimentos arrecadados foram entregues na terça-feira (8/8) pelo Promotor de Justiça Marcelo José Zattar Cota, titular da Promotoria de Justiça de Garuva, à cacique Lídia Timóteo e seu esposo, Nelson Timóteo.
Cota destacou que a iniciativa surgiu após uma visita da Promotoria de Justiça na aldeia após a passagem do ciclone. Após essa visita ficou decidido fazer essa campanha, da qual temos hoje a felicidade de entregar tudo o que foi arrecadado para a tribo Guarani.
Foram arrecadados cerca de 80 quilos de alimentos e centenas de peças de roupas.
A cacique afirmou que o apoio da Promotoria de Justiça da Comarca de Garuva vai ser de grande ajuda aos Guarani Mbya. Agradecemos a doação para a comunidade, pois estávamos precisando muito, comentou. Após a entrega dos materiais, houve apresentação musical típica da etnia Guarani Mbyá.
Sobre os Guarani Mbya
O povo originário Guarani está presente no Brasil em aldeias nos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Eles também são encontrados em países como Paraguai, Argentina e Uruguai. Em Garuva, na aldeia Yakã Porã, moram atualmente mais de 50 indígenas, entre adultos e crianças.
De acordo com dados da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o nome Mbyá significa muita gente num só lugar, e esse povo traça sua história recriando e recuperando sua tradição a cada dia.
Eles mantêm sua língua viva e plena, transmitindo-a oralmente, de geração em geração, divulgando conhecimentos e, assim, fortalecendo a identidade da etnia.
O artesanato é uma atividade que foi incorporada pelos Mbyá em cada etapa do trabalho, desde a coleta e corte de matéria-prima na época certa, observando-se o calendário lunar, a qualidade do material, confecção, guarda, preço e venda. Essas tarefas são distribuídas entre os membros das famílias por idade, sexo e aptidão, sendo o comércio do artesanato a principal fonte de renda do povo.
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