Envolvidos em venda irregular de lotes são condenados em nova ação penal em Araranguá
Os fatos julgados agora são referentes ao loteamento São Paulo em denúncia criminal oferecida pela 5ª Promotoria de Justiça de Araranguá. Réus já haviam sido condenados por crimes referentes a outro loteamento.
Três pessoas envolvidas na venda irregular de lotes em Araranguá, no Sul do estado, foram condenadas pela justiça em mais uma ação penal movida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Araranguá. Desta vez, foram julgados fatos referentes ao loteamento São Paulo. A condenação atinge os dois sócios administradores e um corretor.
A sentença foi proferida na sexta-feira, 7 de novembro, pela 1ª Vara Criminal de Araranguá. Os sócios receberam penas que variam de dois anos e quatro meses de reclusão a três anos e seis meses de reclusão pelos crimes de estelionato e parcelamento irregular de solo urbano, enquanto o corretor foi condenado a um ano de reclusão por parcelamento irregular de solo urbano.
Os três já haviam sido condenados em uma ação penal que julgou fatos relativos ao loteamento residencial Paris e cuja sentença foi confirmada em outubro deste ano pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Naquela sentença de primeiro grau, proferida em 2024, a Justiça de Araranguá condenou 11 réus, entre eles corretores e empresários, pelos crimes de estelionato majorado e parcelamento irregular de solo urbano, relacionados ao loteamento residencial Paris, e as penas individuais variam de um ano e um mês a 63 anos e 11 meses.
Considerando as duas sentenças de primeiro grau já proferidas, os dois sócios já somam agora condenações individuais que somam 67 anos e cinco meses de reclusão e 24 anos de reclusão e, somadas, alcançam mais de 90 anos de reclusão - eles ainda respondem a outros seis processos referentes a outros loteamentos.
Segundo a nova sentença judicial, os sócios administradores, à frente de uma empresa de empreendimentos imobiliários, firmaram sete contratos de parceria para implantação de loteamentos em Araranguá, apresentando-se como especialistas em parcelamento do solo. Conforme a denúncia da 5ª Promotoria de Justiça, sem autorização municipal e sem registro no Cartório de Registro de Imóveis, os acusados passaram a comercializar lotes de forma dolosa visando obter vantagem ilícita em prejuízo dos compradores.
A parceria para o loteamento São Paulo foi firmada em maio de 2019. De acordo com a denúncia do MPSC, os acusados não cumpriram as obrigações contratuais e iniciaram a venda de frações ideais de lotes por meio de contratos particulares, sem aprovação do projeto pelo Município ou registro no cartório competente. Para dar aparência de legalidade, utilizaram o termo “cessão” nos contratos, que na prática eram compra e venda irregular de terrenos. “Os denunciados nunca tiveram o ânimo de levar a cabo o empreendimento ‘Residencial São Paulo’. Do contrário, utilizaram-se do empreendimento para efetuar a venda de terrenos que sabiam que jamais seriam por eles levados a registro”, ressaltou o MPSC na denúncia.
Cabe recurso da sentença. Os réus ainda respondem a outros processos criminais em andamento, envolvendo a mesma empresa e outros loteamentos irregulares.
Fique atento ao comprar um lote
Antes de comprar um lote e para evitar problemas, informe-se sobre os requisitos básicos de todos os loteamentos, além dos procedimentos necessários para efetuar o negócio. Verifique na Prefeitura se o lote tem infraestrutura e vá até o Cartório de Registro de Imóveis para conferir se o loteamento está registrado.
Se você foi enganado e comprou um imóvel em loteamento irregular ou clandestino, procure o Ministério Público por meio de uma Promotoria de Justiça para discutir o caso.
Últimas notícias
13/02/2026GEDDA do MPSC reforça obrigatoriedade de perícias em crimes envolvendo animais vítimas de maus-tratos
13/02/2026Professor de música que abusou de alunas é condenado após ação do MPSC no Sul do estado
13/02/2026MPSC denuncia pai por sequestro, feminicídio e ocultação de cadáver de adolescente em Itajaí
13/02/2026GAECO deflagra Operação Infantius e desmantela rede digital de exploração sexual infantojuvenil em SC
13/02/2026CyberGAECO: Dois presos na Operação Infantius têm prisão preventiva decretada
Mais lidas
17/10/2025MPSC, Prefeituras e Câmaras Municipais da Comarca de Chapecó firmam protocolo de boas práticas e combate à corrupção
03/12/2025AVISO DE PAUTA: 2ª PJ de Presidente Getúlio realiza Encontro Intermunicipal das Redes de Proteção da Comarca
18/12/2025Lei 15.280/25 amplia proteção a vítimas de crimes contra a dignidade sexual e impacta atuação do MPSC
11/12/2025Acordo do MPSC com rede educacional particular garante bolsas de estudo para alunos carentes e R$ 250 mil para projetos de interesse da sociedade
23/10/2025Clínica clandestina em Itapoá é fechada após denúncia
19/01/2026Promotorias de Justiça acompanham investigações de maus-tratos que levaram cão à morte em Florianópolis