12 meses. 12 marcos.
A gestão da Procuradora-Geral de Justiça Vanessa Wendhausen Cavallazzi consolidou avanços relevantes para o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Para evidenciar esse percurso, reunimos 12 marcos que representam as principais entregas e transformações deste primeiro ano de gestão.
Ao longo de um ano pautado pela transparência, pelo diálogo, pela inovação e pelo compromisso com a sociedade, a gestão da Procuradora-Geral de Justiça Vanessa Wendhausen Cavallazzi consolidou avanços relevantes para o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Para evidenciar esse percurso, reunimos 12 marcos que representam as principais entregas e transformações deste primeiro ano de gestão. São iniciativas que expressam uma Instituição cada vez mais alinhada às demandas da sociedade, orientada por resultados e firmemente comprometida com a defesa dos direitos e com o desenvolvimento da população catarinense.
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Mapa do Feminicídio
Ferramenta inédita no âmbito institucional, o Mapa do Feminicídio revela, a partir de dados qualificados, os padrões da violência letal de gênero contra as mulheres em Santa Catarina, contribuindo para uma compreensão mais aprofundada e objetiva desse fenômeno social. A iniciativa fornece subsídios concretos para a formulação de estratégias de prevenção e para o fortalecimento da atuação ministerial, ao transformar informações sistematizadas em conhecimento aplicado à defesa dos direitos das vítimas e ao enfrentamento das causas estruturais da violência.
O Mapa evidencia, por exemplo, uma análise territorial dos dados que possibilitou a identificação do que o estudo denomina de corredores do fenômeno feminicida em Santa Catarina. Os dados revelam que, embora os números absolutos sejam mais elevados em municípios de maior porte, o risco proporcional de mulheres serem vítimas de feminicídio é mais acentuado em cidades menores e com menor densidade demográfica. O Mapa também demonstra a sobreposição entre as vulnerabilidades territoriais e sociais das vítimas. Veja aqui o relatório completo.
A partir desse trabalho, foi desenvolvida a websérie “Ausências”, composta por quatro capítulos que dão rosto e voz às mulheres vítimas desse tipo de crime no estado, articulando dados objetivos e narrativa audiovisual de forma sensível e responsável. Desde o lançamento, a websérie teve ampla repercussão e vem alcançando diferentes públicos por meio da exibição em emissoras de televisão, rádios, portais de notícia e, em breve, também no meio acadêmico e em espaços institucionais de atendimento às vítimas. Logo após a estreia, a websérie passou a ser exibida de forma integral, com um episódio por dia, no programa Cidade Alerta, da Record. A produção também entrou esta semana na programação da TV Justiça, com alcance nacional, ampliando o debate sobre o tema para todo o país. Em Santa Catarina, “Ausências” foi destaque em diversas emissoras de TV aberta, como NDTV, NSC TV, SCC SBT e TVBV, e teve ampla repercussão em rádios e sites jornalísticos.
O projeto da websérie foi idealizado pela Procuradoria-Geral de Justiça, com execução da Coordenadoria de Comunicação Social (COMSO) e apoio do Núcleo de Enfrentamento a Violências e Apoio às Vítimas (NEAVIT). Já o Mapa do Feminicídio é uma produção do Escritório de Ciências de Dados Criminais do MPSC e do NEAVIT, com apoio da COMSO. Ambas as iniciativas serão utilizadas pelas Promotorias de Justiça como instrumentos de apoio à atuação em casos concretos e à articulação interinstitucional, inclusive com exibição em instituições, universidades e emissoras de televisão.
2. Prioriza
No segundo semestre do ano passado, o MPSC lançou o projeto Prioriza com o propósito de conhecer, de forma aprofundada, as realidades regionais do estado. Trata-se de uma metodologia inédita de construção do Plano Geral de Atuação (PGA), concebida para fortalecer o planejamento institucional a partir dos territórios e de suas especificidades locais.
A iniciativa promoveu o diálogo direto entre a Procuradoria-Geral de Justiça, os Centros de Apoio e as 11 regiões de Santa Catarina, por meio de encontros descentralizados e participativos, voltados à identificação das prioridades próprias de cada área de atuação.
Concluída a etapa de escuta qualificada e construção coletiva, o Prioriza avança agora para a fase de adesão das Promotorias de Justiça, com o desenvolvimento de projetos direcionados ao enfrentamento dos principais déficits regionais identificados.
A saúde mental foi apontada como prioridade em todas as regiões, evidenciando a urgência de ações estruturadas nessa área. Questões relacionadas ao saneamento básico, como o abastecimento de água potável e o esgotamento sanitário, também foram recorrentes (mencionadas em ao menos cinco regiões), configurando desafios tanto no campo ambiental quanto na defesa do consumidor. A situação da população em situação de rua igualmente se destacou como preocupação transversal, demandando respostas integradas por meio de diferentes políticas públicas.
O Prioriza representa uma nova forma de planejamento institucional: mais próxima dos territórios, orientada por dados e focada em soluções locais para problemas concretos, fortalecendo a atuação finalística e ampliando o impacto social do MPSC.
3. Programa de IA
O aprofundamento do uso da inteligência artificial no MPSC foi assumido, desde o início desta gestão, como um eixo estratégico para qualificar a atuação institucional e aproximar inovação tecnológica da rotina finalística. Ao longo dos últimos 12 meses, esse direcionamento se concretizou com o lançamento do Programa de Difusão do Uso de Inteligência Artificial, iniciativa voltada à modernização institucional, à capacitação de membros e servidores e à incorporação responsável da IA ao dia a dia de trabalho.
Ao longo do segundo semestre de 2025, o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF) e o Núcleo de Inovação do MPSC promoveram 14 encontros on-line sobre a aplicação da inteligência artificial na otimização de atividades do Ministério Público. As aulas foram disponibilizadas para todos os Ministérios Públicos brasileiros e contaram com pessoas especializadas na aplicação de inteligência artificial no âmbito jurídico.
A plataforma AURA foi outra novidade. Trata-se de um ambiente colaborativo que reúne ferramentas, conteúdos formativos, prompts, agentes e experiências digitais, estimulando a troca de conhecimento e a construção coletiva de soluções aplicáveis à atividade funcional. Assim, membros e servidores potencializam as atividades internas. O uso da IA é balizado pela Política de Inteligência Artificial do MPSC. A política foca o uso da IA como instrumento de apoio. A definição de estratégias de atuação e decisões institucionais constituem atribuições exclusivas e indelegáveis dos membros do MPSC e todo o conteúdo gerado ou auxiliado por IA é submetido à supervisão humana rigorosa, com análise crítica e que evite o viés de automação.
Complementarmente, a estratégia de difusão da IA avançou para a gestão finalística com a implementação do GesPro IA, concebido com foco eminentemente prático e orientado às necessidades concretas das Promotorias de Justiça. Iniciado em formato piloto, o GesPro IA promove capacitações presenciais e mentorias direcionadas, com uso de prompts estruturados, demonstrações aplicadas e apoio direto às rotinas de trabalho, fortalecendo a adoção efetiva da inteligência artificial como instrumento de apoio à tomada de decisão, à organização do acervo e à qualificação da atuação ministerial.
Saiba mais.
4. GAECO
Nos últimos 12 meses, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO do MPSC) realizou 145 operações, que resultaram no pedido de bloqueio de mais de R$ 10 milhões, na efetivação de 170 prisões e no cumprimento de 1.086 mandados de busca e apreensão. Para fins comparativos, no ano de 2024, foram realizadas 82 operações.
O expressivo crescimento desses indicadores evidencia a atuação contínua, estratégica e integrada do grupo no enfrentamento à criminalidade organizada, com impacto direto na desarticulação de estruturas ilícitas e na proteção do interesse público com foco também nas faccoes criminosas.
Paralelamente à intensificação das ações operacionais, o GAECO do MPSC vem recebendo investimentos relevantes em equipamentos e tecnologias investigativas. Encontra-se em fase de formalização termo de cooperação técnica entre o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e o Ministério Público de Goiás (MPGO), que permitirá a incorporação do software MEDI 5.0 ao parque tecnológico do grupo. A ferramenta, desenvolvida pelo MPGO, é voltada à coleta, organização e análise de dados digitais provenientes de dispositivos eletrônicos, registros e comunicações, possibilitando o cruzamento de informações e a identificação de padrões investigativos.
Adicionalmente, a atual gestão adquiriu o sistema Clearview AI, tecnologia de reconhecimento facial baseada em inteligência artificial, utilizada para identificação de indivíduos por meio da comparação de imagens com amplas bases de dados. Também foi adquirida licença do sistema francês Mercure, que oferece solução avançada de análise criminal, permitindo a centralização e correlação de dados relevantes às investigações, incluindo informações oriundas de operadoras de telecomunicações, dispositivos apreendidos e redes sociais.
Por fim, encontra-se em fase de aquisição o sistema GrayKey, ferramenta especializada no desbloqueio e na extração de dados de dispositivos eletrônicos, especialmente aqueles da marca Apple, que apresentam maiores níveis de proteção.
No mesmo período, o Cyber GAECO teve sua atuação significativamente fortalecida, com destaque para o combate à exploração sexual infantojuvenil. Nos últimos 12 meses, foram conduzidas 20 operações especificamente voltadas a esse tipo de crime. O investimento contínuo em tecnologia e capacitação técnica tem qualificado a atuação investigativa e ampliado a capacidade de resposta diante de crimes de elevada complexidade.
No campo da capacitação institucional, foram promovidos três seminários ao longo do período, voltados ao aprimoramento técnico e à integração operacional. O primeiro teve como foco a integração entre os GAECOs da Região Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná), fortalecendo a cooperação interestadual. O segundo abordou estratégias de enfrentamento às organizações criminosas, com ênfase em metodologias investigativas e atuação coordenada. Já o terceiro tratou do uso de tecnologias aplicadas ao combate aos crimes digitais, contribuindo para a atualização técnica dos integrantes do grupo.
Ainda, em dezembro de 2025, o GAECO realizou uma ação social denominada “Operação Alegria”, mobilizada por policiais e Promotores de Justiça. A iniciativa consistiu na realização de visitas a entidades que abrigam crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, bem como a hospital infantil, ocasião em que foram entregues brinquedos e dedicada especial atenção aos atendidos, reforçando o compromisso institucional também com ações de caráter social.
5. Programa Educando Cidadãos
Despertar a consciência da sociedade sobre a importância dos valores éticos, da cidadania ativa e do combate à corrupção é o propósito central do programa Educando Cidadãos, institucionalizado pelo MPSC em 2025. Inspirada na campanha pioneira “O que você tem a ver com a corrupção?”, a iniciativa concebe a educação como instrumento de transformação social e já reúne mais de 70 instituições parceiras de diferentes setores da sociedade civil organizada.
Em outubro de 2025, o programa ganhou ainda mais capilaridade com a formalização de um acordo de cooperação técnica entre o Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Educação, e o MPSC. A parceria viabilizou a implementação do Educando Cidadãos na rede estadual de ensino, alcançando 868 escolas, cerca de 282 mil estudantes do ensino fundamental e mais de 29 mil professores em todas as regiões do estado. As ações passaram da fase de sensibilização para a aplicação prática em sala de aula, com conteúdos de ética, cidadania, interesse coletivo e responsabilidade social.
Além da presença no ambiente escolar, o Educando Cidadãos promove palestras, eventos e ações formativas em universidades, instituições públicas e junto à comunidade, estimulando a reflexão sobre o papel de cada indivíduo na prevenção à corrupção e na construção de uma sociedade mais justa. O programa aposta na mudança cultural desde a infância, partindo do entendimento de que a corrupção não se manifesta apenas em grandes escândalos, mas também em atitudes cotidianas, que podem e devem ser transformadas por meio da educação e do engajamento social.
6. Aproximação com a sociedade
O MPSC tem intensificado a aproximação com a sociedade catarinense por meio de uma agenda ativa de diálogo institucional, articulação intersetorial e fortalecimento da comunicação pública. A estratégia busca ampliar a escuta, promover a cooperação e construir soluções conjuntas para desafios que impactam diretamente o desenvolvimento social, econômico e sustentável do estado.
Uma das frentes dessa aproximação envolve o diálogo com a cadeia produtiva catarinense. Em encontros com empresários, representantes do setor econômico, do comércio, da indústria e lideranças do agronegócio, o MPSC retomou e fortaleceu a interlocução com o setor produtivo, com foco na regulação, na fiscalização responsável e no desenvolvimento sustentável. Entre os resultados dessas reuniões está a criação de um fórum permanente de articulação com o setor produtivo para o debate de temas estratégicos relacionados ao desenvolvimento econômico, à responsabilidade social, à sustentabilidade e à identificação de oportunidades para ações conjuntas. A iniciativa reforça o caráter preventivo e colaborativo da atuação institucional, alinhando interesses públicos e privados em benefício da sociedade catarinense.
Esse movimento de aproximação também se estende ao meio acadêmico. O MPSC tem promovido palestras, encontros institucionais e atividades de integração com universidades e centros de ensino superior, buscando fortalecer o diálogo com estudantes, professores e pesquisadores. As ações visam estimular a troca de conhecimento, aproximar o Ministério Público da formação acadêmica e contribuir para o debate qualificado sobre temas de interesse público, além de incentivar a formação de profissionais comprometidos com a cidadania e a defesa do interesse coletivo.
Paralelamente, a reestruturação da comunicação institucional tem sido um eixo estratégico para ampliar ainda mais a proximidade do MPSC com a população. A nova abordagem prioriza conteúdos mais acessíveis, conectados à realidade das pessoas, valorizando histórias humanas, orientações práticas e a prestação de serviços à sociedade. A mudança tem resultado em maior alcance, engajamento e relevância das informações divulgadas, fortalecendo a transparência, a comunicação pública e a compreensão, pela sociedade, do papel do Ministério Público na defesa dos direitos coletivos e individuais indisponíveis.
7. Parcerias estratégicas e internacional
O MPSC avançou na ampliação de parcerias estratégicas e na articulação interinstitucional, reforçando sua participação no enfrentamento ao crime e na promoção da segurança pública. Entre os destaques está a formalização de uma cooperação com o Consulado-Geral dos Estados Unidos em Porto Alegre, voltada ao intercâmbio de informações, capacitação técnica e aprimoramento de estratégias no combate a fraudes e crimes transnacionais.
A iniciativa fortalece a atuação do MPSC em um cenário cada vez mais complexo e globalizado, permitindo o acesso a boas práticas internacionais e o desenvolvimento de ações mais integradas e eficazes. A cooperação também contribui para qualificar o trabalho das equipes e ampliar a capacidade de resposta frente a novas modalidades criminosas.
No âmbito nacional, o MPSC teve papel de protagonismo na criação do COSUD MP, uma aliança inédita entre os Ministérios Públicos dos Estados do Sul e do Sudeste, formalizada durante o 14º COSUD – consórcio que reúne os Governadores dessas regiões para a articulação de políticas estratégicas comuns. A iniciativa integra os MPs de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, com foco na cooperação em áreas como segurança pública, combate ao crime organizado e recuperação de ativos. Construído a partir de pautas concretas e compartilhadas, o COSUD MP fortalece o trabalho articulado diante de desafios que ultrapassam fronteiras estaduais, amplia o uso estratégico de dados, fomenta estruturas conjuntas de inteligência e consolida respostas institucionais mais eficientes para a sociedade.
8. Reconhecimento institucional
Ao longo do ano, o MPSC teve sua atuação amplamente reconhecida por meio de premiações e certificações que evidenciam o compromisso institucional com a defesa de direitos, a inovação, a transparência e a promoção de um ambiente de trabalho mais humano e inclusivo.
Entre os destaques está a conquista do selo “Respeito e inclusão no combate ao feminicídio”, na categoria Ouro, concedido pelo CNMP. A certificação reconhece iniciativas que fortalecem a proteção das mulheres e aprimoram a atuação institucional no enfrentamento à violência de gênero, uma das violências mais recorrentes e letais no país.
O MPSC também recebeu a certificação “Placa da mulher trabalhadora que amamenta”, concedida pelo Ministério da Saúde a instituições que promovem ações de apoio ao aleitamento materno no retorno das mulheres ao trabalho. Na Capital, a Instituição disponibiliza uma sala de amamentação a colaboradoras e visitantes, assegurando um espaço adequado e acolhedor para quem busca mais privacidade.
Outro importante reconhecimento foi concedido ao projeto “Audiência de acolhimento e proteção das vítimas de violência doméstica: escutar para acolher, entender para proteger”, desenvolvido pela Promotora de Justiça Daniela Böck Bandeira. A iniciativa conquistou o primeiro lugar no Concurso de Boas Práticas do XXVI Congresso Nacional do Ministério Público, na categoria “Ministério Público, unidade e sociedade”, destacando-se pelo enfoque humanizado e protetivo às vítimas.
Na área da inovação e da gestão, o MPSC foi vencedor da sexta edição do Prêmio de Inovação J.Ex 2025, alcançando os prêmios nas categorias “Liderança exponencial” e “Melhor executivo de TI 2025”. Na categoria “Inovação na gestão”, a Instituição foi reconhecida com o projeto “RE-BOT – Reinventando processos com uso de robôs”, que evidencia o uso estratégico da tecnologia para aprimorar processos internos.
A Instituição também obteve o Selo Ouro de Qualidade em Transparência Pública, reafirmando o compromisso com a publicidade dos atos, a prestação de contas e o controle social, além de figurar entre os finalistas do Prêmio Social Media Gov, que reconhece boas práticas em comunicação pública.
Na área ambiental, o projeto “Semeando saúde única nas crianças” recebeu o Selo de Excelência Ambiental do CNMP, destacando-se pela abordagem integrada entre saúde humana, animal e ambiental. Além disso, Promotores de Justiça de diversas regiões do estado foram individualmente reconhecidos por atuações relevantes, reforçando o impacto positivo e a capilaridade do MPSC em Santa Catarina.
9. Gestão administrativa
Logo nos primeiros dias da gestão, a Procuradoria-Geral de Justiça anunciou mudanças estruturais voltadas à racionalização da máquina administrativa do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). As medidas tiveram como foco o aprimoramento da eficiência institucional e o uso responsável dos recursos públicos.
A reavaliação de despesas por esta gestão resultou em uma economia significativa para a instituição, com a suspensão ou redimensionamento de investimentos considerados não prioritários neste momento. Entre as medidas mais relevantes, destacam-se a interrupção da compra de um novo edifício na Capital, a revisão da necessidade de aquisição de veículos, por exemplo. Somadas, essas decisões representam uma economia superior a R$60 milhões e refletem uma atuação pautada pelo planejamento, pela eficiência e pelo uso responsável dos recursos públicos.
Outra medida foi a concentração de pagamento dos fornecedores. Com essa mudança administrativa, estima-se um incremento aproximado de 10% nas receitas, o que representa um ganho anual entre R$ 1,2 e R$ 1,5 milhão.
Na Capital, a reorganização dos espaços físicos e a desocupação de um edifício alugado, que gerava um custo anual estimado em R$ 1,4 milhão, também contribuíram para a redução de despesas e para um uso mais eficiente dos recursos institucionais.
Toda o trabalho de análise de orçamentos, contratos e investimentos r viabilizou, ainda, o direcionamento de recursos para o bem-estar das equipes em todas as regiões do Estado. As comarcas de Araquari, Ascurra, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Bom Retiro, Braço do Norte, Brusque, Campos Novos, Canoinhas, Caçador, Chapecó, Concórdia, Florianópolis, Guabiruba, Guaramirim, Ibirama, Jaraguá do Sul, Joaçaba, Joinville, Lages, Laguna, Orleans, Penha, Pomerode, Ponte Serrada, Sombrio, São Bento do Sul, São Francisco do Sul, São José, São José do Cedro, São Miguel do Oeste e Urussanga receberam investimentos em reformas e melhorias estruturais, proporcionando mais bem-estar às equipes de trabalho, qualificação dos ambientes e melhores condições de atendimento ao público. As intervenções proporcionaram maior conforto às equipes, qualificação dos ambientes de trabalho e melhores condições de atendimento ao público, além de tornar os espaços mais acolhedores à comunidade.
Além disso, pelo menos 73 comarcas catarinenses estão recebendo ou já receberam algum tipo de investimento em infraestrutura física.
A partir dos Relatórios de Riscos do Plano de Contratação Anual, foi possível identificar despesas com baixa probabilidade de execução e promover o redirecionamento ou cancelamento de demandas, gerando economia superior a R$ 45 milhões entre a Unidade Orçamentária do MPSC e o FERMP. Paralelamente, o manejo estratégico dos recursos do FERMP permitiu absorver despesas relevantes, como a folha de estagiários e residentes, desonerando o orçamento geral e fortalecendo a sustentabilidade financeira da instituição.
10. Fortalecimento do NUPIA
Inserido no eixo estratégico das ações prioritárias da Administração, o Núcleo Permanente de Incentivo à Autocomposição (NUPIA) vive uma nova fase no Ministério Público de Santa Catarina. Nos últimos 12 meses, o núcleo teve sua equipe ampliada e passou a atuar de forma integrada com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF) e com parceiros institucionais na promoção, no apoio e na divulgação de cursos e atividades voltadas à disseminação da cultura da autocomposição e ao fortalecimento de uma atuação cada vez mais resolutiva. A meta é levar as ações do NUPIA a todo o MPSC, ampliando sua capilaridade institucional.
No âmbito interno, o período foi marcado pela reestruturação de projetos estratégicos, retomada de iniciativas institucionais e consolidação de novos modelos de atuação. Entre os destaques estão o desenvolvimento do projeto de reestruturação do Grupo de Apoio e Reflexão (GAR), a retomada e qualificação da iniciativa “Escuta em Círculo” e os avanços, na área da Justiça Restaurativa, na estruturação da segunda etapa do Projeto Escola Restaurativa.
O NUPIA também teve atuação relevante em negociações de grande impacto social. Entre os casos, está a construção de uma solução consensual que encerrou uma discussão ambiental existente há mais de uma década no município de Itapiranga, além do apoio à negociação conduzida no âmbito da 9ª Promotoria de Justiça de Palhoça, que resultou na formalização de um acordo estruturante voltado à expansão da educação infantil no município, entre outros exemplos.
No campo da formação e da disseminação de boas práticas, o núcleo promoveu ações como o Curso de Formação de Círculos de Construção de Paz em Situações Menos Complexas e o Workshop Prioriza, com foco em técnicas de negociação aplicadas à tutela coletiva. A equipe também marcou presença em importantes eventos nacionais da área, como o Congresso Nacional Autocompor Brasil, além de capacitações virtuais sobre soluções dialogadas no Ministério Público e treinamentos em técnicas de negociação promovidos pelo Clube de Negociadores.
11. Escritório de Representação em Brasília
O Escritório de Representação em Brasília (ERB) atua de forma integrada com as Coordenadorias de Recursos na estruturação do Núcleo de Sustentação Oral, que já se encontra em funcionamento e deverá ser intensificado, com participações tanto on-line quanto presenciais, especialmente no âmbito do STJ e do STF.
Nestes últimos meses, uma iniciativa destaque é o alinhamento institucional com o Ministério Público de Goiás para a ação conjunta em um tema estratégico em debate nos tribunais superiores, no contexto da Linha Unificada do Ministério Público Estratégico (LUME), com a harmonização de argumentos relacionados à improbidade administrativa na condução do Tema 1.397. No mesmo período, o MPSC participou, por meio do ERB, de uma audiência de conciliação no STJ, inserida em uma frente de trabalho voltada à promoção da consensualidade em grau de tribunal superior, com expectativa de ampliação para outros processos.
Daqui para a frente, parcerias estratégicas serão firmadas em outros processos em grau de recurso entre unidades do Ministério Público, sob acompanhamento da LUME, órgão do CNPG destinado à atuação articulada em nível nacional de processos de interesse do Ministério Público brasileiro.
12. Campanhas de conscientização
Uma das campanhas lançadas no último ano foi “Nossa torcida é pela paz”. A ação preventiva resultou de uma parceria com o CNPG, a Federação Catarinense de Futebol e os 16 clubes de futebol do estado que participaram da Copa Santa Catarina. A iniciativa teve como objetivo transformar os estádios de futebol em ambientes mais seguros, acolhedores e livres de violência.
A doação de medula óssea também foi abordada pelo MPSC, em parceria com o HEMOSC. Com o slogan “Na espera de um milagre, seja você o milagre”, a campanha contou com três vídeos informativos. Entre os temas destacados, estiveram os requisitos para se tornar doador e depoimentos de pessoas que já se cadastraram como doadoras, além da participação do Promotor de Justiça Márcio Conti Júnior, que à época fazia tratamento contra um câncer e deixou uma mensagem de apoio a quem enfrenta esse delicado momento de vida.
Em alusão ao Maio Laranja, mês dedicado ao enfrentamento e à prevenção do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes, o MPSC desenvolveu a campanha “A culpa não é sua”. A iniciativa destacou a importância de ouvir e acolher as vítimas, além de incentivar a denúncia como ferramenta essencial para interromper ciclos de violência. Promotores e Promotoras de Justiça atuaram de forma fundamental nessa mobilização, com participação ativa em ações de conscientização, palestras e eventos em todas as regiões do estado.
No Dia Internacional do Acolhimento Familiar, o MPSC lançou a campanha “Acolher em família faz a diferença”, com o objetivo de incentivar o acolhimento familiar em Santa Catarina. A Instituição produziu e divulgou, em suas redes sociais, uma série de conteúdos sobre o serviço, que promove o acolhimento de crianças e adolescentes, idosos e pessoas com deficiência. A iniciativa reuniu materiais explicativos e depoimentos de famílias participantes, buscando combater a desinformação e incentivar a adesão ao serviço. O acolhimento familiar destina-se a pessoas em situação de vulnerabilidade que, por medida protetiva, são temporariamente afastadas do convívio familiar e acolhidas por famílias voluntárias.
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