Réu que atirou contra um pai e um filho em bar de Monte Carlo é condenado a 24 anos de prisão
Rádio MPSC
Ouça o Promotor de Justiça André Ghiggi Caetano da Silva.
Um pai e um filho quase foram mortos a tiros em um bar de Monte Carlo na noite de 30 de outubro de 2023. Eles estavam conversando no estabelecimento quando outros homens iniciaram uma briga. Ambos não tinham qualquer relação com a confusão, mas acabaram sendo alvejados por um revólver calibre 38. O pai sobreviveu porque o tiro passou de raspão, e o filho, por ter recebido atendimento médico a tempo. O autor dos disparos fugiu do local, mas foi preso em flagrante horas depois e tornou-se réu em uma ação penal do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Ele enfrentou o Tribunal do Júri na última sexta-feira (7/3), acusado por duas tentativas de homicídio, afinal as mortes não se consumaram por circunstâncias alheias à sua vontade, e por portar arma de fogo sem autorização. A sessão aconteceu no Fórum de Fraiburgo, cidade-sede da comarca, e as provas foram apresentadas pelo Promotor de Justiça André Ghiggi Caetano da Silva.
"A vida é um direito fundamental e deve ser protegida a todo custo. A violência colocou duas pessoas inocentes em risco. Elas poderiam ter morrido simplesmente por estarem no lugar errado e na hora errada. A única resposta plausível neste tribunal é a condenação, a fim de que a ordem jurídica seja minimamente restabelecida, com a pena servindo de exemplo para quem ousa desafiar a lei penal", sustentou.
Os jurados decidiram pela condenação, reconhecendo o motivo fútil como qualificadora em uma das tentativas de homicídio. A Justiça fixou a pena em 24 anos de reclusão, sem direito a recorrer em liberdade. Após o encerramento do julgamento, o réu foi reconduzido ao Presídio Masculino de Lages para o cumprimento da pena. Ele possui antecedentes criminais.
O Promotor de Justiça destacou a importância do resultado do julgamento. "Essa condenação reafirma que não há espaço para a impunidade. Quem atenta contra a vida deve responder por seus atos. O Tribunal do Júri deu uma resposta firme, demonstrando que a violência não pode ser tolerada. A pena foi fixada em um patamar justo e vai ajudar a prevenir novos crimes", concluiu.
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