Homem que matou o amigo visto na companhia de sua ex-namorada a facadas em Nova Erechim é condenado a mais de 30 anos de prisão
O homem que tentou matar a ex-namorada e matou o próprio amigo visto na companhia dela em Nova Erechim foi condenado a 30 anos e 8 meses de reclusão em regime inicial fechado. Daniel Marcos Gonçalves Pedroso foi sentenciado pela prática de um homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima), por um homicídio tentado duplamente qualificado (motivo fútil e feminicídio) e por ameaça. Os crimes foram registrados em janeiro de 2023.
Já o irmão dele, Gilberto Gonçalves Pedroso, foi condenado a 14 anos de reclusão pela prática de um homicídio duplamente qualificado por meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Os Promotores de Justiça Raquel Marramon da Silveira e Edisson de Melo Menezes representaram o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) na sessão que ocorreu na última quinta-feira (1º/2).
Entenda o caso
De acordo com a denúncia, no fim da tarde do dia 28 de janeiro de 2023, a ex-namorada de Daniel estava com o amigo dele em um bar na rodoviária de Nova Erechim. Em determinado momento, eles foram surpreendidos com a chegada do réu, que, movido por ciúmes, partiu para cima do homem e começou a lhe desferir golpes de facão.
Segundos depois do ataque, Gilberto começou a ajudar o irmão, imobilizando a vítima, segurando pela camiseta, para que Daniel continuasse com as agressões. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Em seguida, Daniel partiu para cima da ex-namorada e lhe dirigiu golpes de facão tentando atingir a região do pescoço e da cabeça. A vítima somente não morreu porque pessoas que presenciaram a cena começaram a gritar que a polícia já havia sido acionada. Na sequência, eles fugiram do local.
No dia seguinte, 29 de janeiro de 2023, durante a abordagem policial, o réu ameaçou a ex-companheira dizendo que ¿deveria ter matado¿ e que ¿quando sair da cadeia irá matá-la¿.
Cabe recurso da sentença, mas a Justiça negou a ambos o direito de recorrer em liberdade e seguem presos preventivamente.
Daniel já havia sido condenado por três tentativas de homicídio e roubo e praticou os novos crimes apenas 3 meses depois de receber o benefício de liberdade condicional.
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