Coordenadora Regional do NEAVIT participa de debate sobre prevenção à violência contra as mulheres em Maravilha

Em atividade do Agosto Lilás, Promotora de Justiça apresentou dados do Mapa do Feminicídio e reforçou a importância da prevenção, da denúncia e do fortalecimento da rede de proteção às mulheres.

20.08.2026 17:46
Publicado em : 
20/08/26 17:46

A Promotora de Justiça Raquel Marramon da Silveira, titular da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Maravilha e Coordenadora Regional do Núcleo de Enfrentamento a Violências e Apoio às Vítimas  (NEAVIT) da região, participou nesta quinta-feira (20/8) de uma atividade do programa Universidade da Melhor Idade (Univida), da Unoesc em Maravilha, voltada à conscientização sobre a violência contra as mulheres.

A ação integrou a programação do Agosto Lilás e reuniu profissionais de diferentes instituições da rede de proteção, entre eles professores, advogados, psicólogos, assistentes sociais e servidores da segurança pública. O evento foi promovido pela Unoesc em Maravilha em parceria com o Movimento Lilás e ocorreu pelo segundo ano consecutivo no Fórum da Comarca de Maravilha. O público participante era formado por alunos do Univida, programa de extensão da Unoesc destinado a pessoas com 50 anos ou mais. 

Durante sua apresentação, Raquel Marramon da Silveira abordou a atuação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) no enfrentamento à violência contra as mulheres e no combate aos feminicídios. A Promotora de Justiça também exibiu o teaser da websérie “Ausências”, produzida pelo MPSC para sensibilizar a população sobre os impactos da violência de gênero, e apresentou dados do Mapa do Feminicídio, ferramenta que reúne informações sobre os assassinatos de mulheres em Santa Catarina.

Ao detalhar os números do painel, a representante do MPSC chamou a atenção para os índices registrados no chamado corredor do Oeste catarinense, região que apresenta dados preocupantes relacionados à violência contra as mulheres, reforçando a importância da prevenção, da denúncia e da atuação integrada da rede de proteção. “Apesar de ser o crime mais grave, o feminicídio vem dentro de um contexto e é preciso que entendamos o contexto para que possamos enfrentá-lo. O Mapa do Feminicídio, lançado pelo MPSC, serve para entendermos quem são essas mulheres, onde elas estão sendo mortas, por quem, por que isso acontece e onde precisamos ter mais atenção em relação a isso”, explicou, apresentando a ferramenta aos participantes do evento. 

De acordo com a advogada e professora do programa Univida/Unoesc em Maravilha, Letícia Bertoldi Benvenutti, o evento teve o objetivo provocar a reflexão sobre os dados alarmantes de violência doméstica com a participação de entidades diferentes para dialogar com os alunos sobre como a prevenção pode ser fortalecida. “O conhecimento não se limita a uma faixa etária específica. Precisamos trazer as pessoas de todas as idades para perto da rede de proteção e por meio da disseminação do conhecimento alterar o cenário atual”, disse. 

Além das apresentações dos especialistas, a atividade contou com momentos de interação com os participantes. Em uma dinâmica, balões contendo diferentes afirmações sobre relacionamentos e violência doméstica foram distribuídos aos alunos, que debateram cada frase sob a perspectiva de mitos e verdades.

O exercício abriu espaço para reflexões e relatos emocionantes. Duas participantes compartilharam experiências pessoais marcadas pela violência doméstica. Uma delas relatou ter vivido por 44 anos em um casamento abusivo. Outra contou que sofreu violência psicológica durante 25 anos de relacionamento e conseguiu romper o ciclo de agressões após receber o apoio da filha, que na época tinha 18 anos.

Fonte: 
Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC