Vinte e um são presos e drogas são apreendidas na Operação Progresso
Na quinta-feira (7/11), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) de Joinville deflagrou a Operação Progresso nas regiões de Joinville, Araquari, Balneário Barra do Sul, Canoinhas, Mafra e Curitibanos. A operação engloba duas investigações: a primeira apurou crime contra a administração pública, relacionado à inserção de aparelhos celulares no Presídio Regional de Joinville (PRJ), e a segunda apurou a conduta de integrantes de uma organização criminosa que atua dentro e fora do sistema penal catarinense, e que desenvolve o tráfico de drogas como fonte de recursos ilícitos.
No total foram 5 prisões em flagrante, 15 mandados de prisão preventiva cumpridos, além de um mandado de prisão cumprido de sentença definitiva e um Termo Circunstanciado por posse de droga. A Operação Progresso apreendeu, ainda, 4.235,6 g de maconha, 250 g de crack, 2.569,6 g de cocaína, 11 g de skank, 39 comprimidos de Pramil, três balanças de precisão, 32 aparelhos celulares, três pendrives, 38 munições de calibre variados, dois notebooks, além de manuscritos e comprovantes de depósitos bancários, que serão periciados para coletar provas que possam identificar outros suspeitos.
Investigações
As investigações se iniciaram em março de 2019. Participaram mais de 150 policiais civis e militares, além do GAECO e de agentes do Departamento de Administração Prisional (DEAP). De um total de 50 pessoas investigadas, foram identificados dois grupos distintos, um que praticava crimes contra a administração pública e outro que realizava o tráfico de drogas dentro e fora da unidade prisional.
Em razão da existência de dois grupos, a investigação foi dividida em duas frentes. A primeira, que apura crimes funcionais, verificou a existência de supostos grupos de agentes penitenciários envolvidos com indivíduos que inseriram ilegalmente aparelhos celulares no PRJ, mediante pagamento de propina. No curso das investigações foi possível identificar o modus operandi adotado por um dos grupos para a inserção de celulares no presídio.
No segundo procedimento de investigação criminal foram identificados supostos integrantes de organização criminosa que, com o auxílio de esposas, companheiras ou parentes, praticaram tráfico ilícito de drogas durante visitas conjugais e normais no Presídio Regional de Joinville. A operação também apurou que presos, mediante uso de telefonia celular, comandam tráfico fora do sistema prisional.
Em relação ao primeiro procedimento de investigação criminal foram expedidos 12 mandados de busca e apreensão e 4 prisões temporárias. No segundo, foram expedidos 38 mandados de busca e apreensão e 17 mandados de prisões temporárias. No total, foram expedidos 50 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão temporária. Desses mandados de busca e apreensão, 23 foram direcionados para celas no Pavilhão 5 do Presídio Regional de Joinville. Nas celas foram apreendidos 211,6 g de maconha, 39 comprimidos de Pramil, três aparelhos celulares, quatro chips de celular e um carregador de celular. Na operação, dois agentes do DEAP foram presos.
O nome da operação
Durante as investigações foram identificados termos recorrentes e próprios dos integrantes da suposta organização criminosa, como "progresso", que pelo contexto expressava evolução, ganhos, melhoria para o mundo do crime. A operação foi intitulada "Progresso" fazendo alusão contrária à identificada, ou seja, visou melhorar o sistema prisional de Joinville em prol da segurança pública.A operação foi coordenada pelo GAECO e teve apoio da Polícia Militar.
A Operação Progresso teve o seguinte saldo:
- 15 mandados de prisão preventiva cumpridos;
- 1 mandado de prisão cumprido de sentença definitiva;
- 5 prisões em flagrante;
- 1 Termo Circunstanciado por posse de drogas.
Resultou nas seguintes apreensões:
- 4.235,6 g de maconha;
- 250 g de crack;
- 2.569,6 g de cocaína;
- 11 g de skank;
- 39 comprimidos de Pramil;
- 3 balanças de precisão;
- 32 aparelhos celulares;
- 3 pendrives ;
- 31 munições de calibre 40;
- 2 munições de calibre 9 mm;
- 2 munições de calibre 45;
- 1 munição de calibre 44;
- 1 munição de calibre 556;
- 1 garrucha de calibre 22;
- 2 notebooks ;
- diversos manuscritos;
- diversos comprovantes de depósitos bancários.
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