Tribunal do Júri de Chapecó condena cartomante por extorsão e o marido dela por tentativa de homicídio
Após dois dias de sessão, o Tribunal do Júri de Chapecó condenou Fabiano Aristides a 12 anos de prisão, em regime fechado, por tentativa de homicídio duplamente qualificado, por motivo de paga e promessa de recompensa e por recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele é marido da cartomante conhecida como Mãe Andrea, que foi condenada por extorsão.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o condenado foi até o Paraguai e contratou Derlis Ramon Gimenez Lesmo (já condenado em outra sessão do Tribunal do Júri, no ano passado) para matar Maria Aparecida Moraes. A tentativa de homicídio ocorreu em 3 de junho de 2019, no centro de Chapecó, quando Lesmo fez três disparos de arma de fogo que atingiram a cabeça da vítima, que sobreviveu ao atentado.
Conforme o MPSC, a história teve início quando uma mulher, inconformada com o fim do seu casamento, buscou os serviços de Andrea Estefanoi, conhecida na região como ¿Mãe Andrea¿, para uma reconciliação com o marido. Como o feitiço ¿ que custou R$ 340 mil ¿ não deu certo, a solução encontrada foi matar a então companheira do ex-marido da mulher que havia contratado a cartomante.
Apesar do Júri ter absolvido a ¿Mãe Andrea¿ do crime de tentativa de homicídio por falta de provas, ela foi condenada a quatro anos de prisão, em regime aberto, pela prática de extorsão. Ela constrangeu a sua cliente - também denunciada como mandante do crime, mas que ainda será julgada - ameaçando matá-la e o seu neto também se não recebesse o valor de R$ 800 mil, com o objetivo de fugir da cidade, já que o plano de matar Maria Aparecida Moraes tinha fracassado.
Da sentença ainda cabe recurso, mas Aristides não poderá recorrer em liberdade.
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