Segundo réu que saiu do Rio Grande do Sul para traficar drogas em Joaçaba é condenado a mais de 24 anos de prisão
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e os órgãos de segurança obtiveram mais uma vitória para a sociedade com a condenação de um homem que saiu do Rio Grande do Sul para vender entorpecentes em Joaçaba. Ele foi sentenciado a 24 anos, quatro meses e 29 dias de prisão por tráfico e associação para o tráfico de drogas e pelos crimes de porte e posse ilegal de arma de fogo, tanto de uso permitido quanto de uso restrito.
A mulher que se associou a ele para traficar já havia sido condenada a 14 anos de prisão pelos mesmos crimes e está cumprindo a pena em regime fechado. De acordo com a denúncia da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joaçaba, "ambos utilizavam armas de fogo para atemorizar traficantes menores e usuários de drogas inadimplentes".
Ainda segundo a denúncia, "eles tinham em depósito drogas diversas, dentre as quais maconha, crack, ecstasy e haxixe, para fins de comércio, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar, já que as substâncias são capazes de causar dependência física e psíquica".
O depósito ficava no bairro Vila Cachoeirinha, ponto bastante conhecido pela intensa comercialização de drogas, já que as condições geográficas e urbanísticas dificultam a ação policial. Há somente duas vias de acesso independentes, estreitas e não pavimentadas, e as movimentações dos moradores ocorrem por vielas e corredores entre as casas.
O local foi descoberto pela Polícia Militar em 28 de julho de 2024, com quase um quilo de maconha, quase meio quilo de crack, 20 comprimidos de ecstasy e 48 gramas de haxixe. Além das drogas, havia armas de fogo e munições, duas balanças de precisão, três aparelhos telefônicos e anotações para o controle do tráfico.
Naquele dia, o homem fugiu e permaneceu foragido até janeiro deste ano. Nesse intervalo, ele teria se envolvido em um homicídio e ocultado o corpo, e ainda será julgado por esse crime.
Já a mulher foi presa em flagrante dentro da casa. Vale ressaltar que, apenas dois dias antes, ela havia sido presa no município vizinho de Herval d'Oeste também por tráfico de drogas, mas foi solta na audiência de custódia por, até então, ser ré primária. Ela ainda responde a essa outra ação penal.
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