São Joaquim: cinco pessoas são denunciadas pelo MPSC por suposto golpe que persuadia vítimas a compartilharem fotos íntimas para depois extorqui-las
A internet tornou-se um terreno fértil para a prática de crimes, e muita gente acaba caindo em armadilhas tramadas minuciosamente. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) está atento a isso e utiliza todos os instrumentos legais para buscar a punição dos autores e dar amparo às vítimas. Recentemente, a 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de São Joaquim denunciou quatro homens e uma mulher pelo envolvimento em um suposto esquema que induzia pessoas a compartilharem fotos íntimas para depois chantageá-las.
De acordo com a denúncia, os réus atuariam no Rio Grande do Sul, utilizando perfis falsos nas redes sociais para atrair as vítimas. Nesse contexto, eles teriam obtido R$ 1,4 mil de um joaquinense, cujo relato desencadeou as investigações. O MPSC cita as práticas de extorsão, lavagem de dinheiro e organização criminosa, atribuindo diferentes funções aos integrantes.
Segundo consta nos autos, o líder da quadrilha estava preso na Penitenciária de Charqueadas, mas teria acesso a aparelhos celulares e contaria com a ajuda da mãe, do irmão mais novo e de outros dois homens para criar perfis falsos na internet visando estabelecer um diálogo com as vítimas e posteriormente extorqui-las mediante ameaça.
Modus operandi
O objetivo da organização criminosa seria ludibriar os internautas a acreditarem que estavam falando com uma mulher interessada em se relacionar. De acordo com a denúncia, as conversas se iniciavam em tom amigável, mas logo assumiam um caráter sexual, com as vítimas recebendo imagens de uma jovem nua e, então, sendo persuadidas a enviar as próprias fotos íntimas - momento decisivo para a consolidação do golpe.
Ainda segundo a denúncia, na sequência, os integrantes da organização criminosa faziam um novo contato, já se passando por pais da jovem, informavam que a falsa filha era adolescente e ameaçavam abrir um processo por estupro contra vulnerável por conta das fotos enviadas a ela se uma quantia em dinheiro não fosse depositada. A possibilidade de um mandado de prisão também era usada como argumento.
Temendo as consequências, o morador de São Joaquim teria depositado R$ 1,4 mil em uma conta bancária em 11 de dezembro de 2021. O valor teria sido redistribuído entre os membros da organização criminosa, caracterizando lavagem de dinheiro. Menos de um mês depois, a vítima teria recebido novas mensagens dos mesmos números, decidindo então procurar os órgãos competentes para relatar os fatos, e acabou descobrindo que havia caído em um golpe.
Últimas notícias
09/03/2026Faixa do Protocolo "Não é Não" esteve presente na final do Campeonato Catarinense de Futebol
09/03/2026MPSC recomenda providências para garantir acessibilidade a cadeirantes em rua de Florianópolis
09/03/2026MPSC reforça prática de doação do Imposto de Renda para Fundos de Direitos
09/03/2026MPSC obtém sentença definitiva que determina distribuição de fórmulas nutricionais a crianças com alergia alimentar em São Bento do Sul
09/03/2026STF confirma constitucionalidade do modelo de assessoramento do MPSC
09/03/2026MPSC doa cinco motos e oito kits de equipamentos para Polícias Militar, Civil e Penal
Mais lidas
17/10/2025MPSC, Prefeituras e Câmaras Municipais da Comarca de Chapecó firmam protocolo de boas práticas e combate à corrupção
03/12/2025AVISO DE PAUTA: 2ª PJ de Presidente Getúlio realiza Encontro Intermunicipal das Redes de Proteção da Comarca
26/01/2026Acordo firmado pelo MPSC, IMA e Seara garante fim do lançamento de efluentes no Riacho Santa Fé e destina R$ 5 milhões para projetos ambientais em Itapiranga
19/11/2025MPSC firma acordo para regularizar lei que trata das chácaras rurais em Xanxerê
18/12/2025Lei 15.280/25 amplia proteção a vítimas de crimes contra a dignidade sexual e impacta atuação do MPSC
11/11/2025MPSC atua em municípios atingidos por tornado no Oeste