Réu é condenado a mais de 21 anos de prisão por feminicídio em Rio do Sul
O Tribunal do Júri da Comarca de Rio do Sul condenou, nesta quinta-feira (25/4), o réu Ivan Meyer a 21 anos e quatro meses de reclusão pelo homicídio de sua companheira, Bárbara Cristina Faes. Conforme sustentou o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o crime caracterizou feminicídio por ter sido praticado em razão da condição do sexo feminino da vítima - no caso, violência doméstica. Ivan foi condenado, ainda, a um ano de reclusão por ocultação de cadáver.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público relatou que, em fevereiro de 2017, após uma discussão por conta de conversas da vítima por aplicativo de celular, Ivan, acreditando que estava sendo traído, desferiu diversos golpes na cabeça da vítima com um rolo de macarrão, fazendo-a cair no chão. Em seguida, asfixiou-a com um saco plástico e estrangulou-a com uma corda até a morte.
Com o crime consumado, o réu colocou o corpo da vítima no porta-malas do carro e jogou-o em uma ribanceira num local ermo. O corpo foi encontrado dois dias depois. Ivan confessou o crime e foi, primeiro, preso temporariamente. Depois a prisão foi convertida em preventiva, situação que perdurou até o julgamento.
Conforme argumentou em plenário a Promotora de Justiça Débora Pereira Nicolazzi, o Tribunal do Júri considerou o réu culpado pelo feminicídio, qualificado pelo motivo fútil e por recurso que impossibilitou a defesa.
A pena aplicada pelo Juiz-Presidente do Tribunal do Júri foi de 21 anos e quatro meses de reclusão pelo feminicídio mais um ano de reclusão pelo crime de ocultação de cadáver. Ambas as penas terão cumprimento em regime inicial fechado. Preso preventivamente desde a época dos fatos, o réu não poderá recorrer em liberdade. A decisão é passível de recurso. (Ação n. 0000947-19.2018.8.24.0054)
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