Promotor de Justiça ministra treinamento para lageanos que pretendem se tornar padrinhos afetivos de crianças e adolescentes acolhidos
O titular da Promotoria de Justiça da infância e juventude de Lages parabenizou a todos por se colocarem à disposição para uma missão tão importante e falou sobre as responsabilidades. “Ao apadrinhar, vocês não estão apenas oferecendo momentos de convivência, mas abrindo portas para que essas crianças e adolescentes experimentem novas referências de afeto, cuidado e pertencimento”, frisou.
Apadrinhar uma criança ou adolescente acolhido institucionalmente é um gesto de amor diferente da adoção, que pode ser feito por qualquer pessoa que tenha a disposição de passar por um treinamento e o desejo de ajudar a transformar uma vida. Em Lages, essa forma de ampliar a convivência social foi impulsionada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio de um procedimento administrativo, e o Promotor de Justiça da área da infância e juventude, Giancarlo Rosa Oliveira, segue acompanhando o trabalho de perto.
Nesta semana, ele ministrou um treinamento para pessoas que querem participar do serviço de apadrinhamento Acalento, tornando-se novos padrinhos e madrinhas de crianças e adolescentes acolhidos institucionalmente. O Promotor de Justiça parabenizou a todos por se colocarem à disposição para uma missão tão importante e falou sobre as responsabilidades.
“Ao apadrinhar, vocês não estão apenas oferecendo momentos de convivência, mas abrindo portas para que essas crianças e adolescentes experimentem novas referências de afeto, cuidado e pertencimento. É um compromisso que exige responsabilidade, sensibilidade e constância, porque cada vínculo criado pode representar um marco na reconstrução da autoestima e da confiança de quem já enfrentou tantas rupturas ao longo da vida”, destacou.
A coordenadora do serviço de apadrinhamento Acalento, Vanessa de Oliveira, diz que a participação do MPSC é fundamental. “A presença ativa e o acompanhamento contínuo fortalecem o projeto e dão segurança para que ele cresça com responsabilidade. Quando as instituições caminham juntas, conseguimos oferecer um atendimento mais estruturado e humano, ampliando as oportunidades para que cada criança e adolescente tenha acesso a vínculos saudáveis e experiências que façam diferença no seu desenvolvimento”, ressaltou.
As três formas de apadrinhar
De acordo com o artigo 19-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, o apadrinhamento visa criar vínculos entre os acolhidos e pessoas da comunidade, por meio de apoio material, afetivo e educacional, com o objetivo de fortalecer a convivência familiar e comunitária.
Existem três tipos de padrinhos: o afetivo, que visita regularmente a criança ou o adolescente que mora em um serviço de acolhimento, buscando-o para passar fins de semana, feriados ou até férias escolares em sua companhia; o provedor, que dá suporte material ou financeiro à criança ou ao adolescente, seja com a doação de materiais ou com o patrocínio de recursos para atividades de lazer, esporte, saúde e educação ou para melhorias dos espaços físicos de acolhimento; e o prestador de serviço, que coloca seu trabalho à disposição das crianças e dos adolescentes acolhidos.
Amor e responsabilidade
Atualmente, 34 lageanos e lageanas apadrinham crianças e adolescentes em uma dessas modalidades, e outras 22 pessoas estão fazendo o treinamento para se tornarem aptas. Uma delas é a auxiliar contábil Patricia Emi Chupil, que pretende ser madrinha afetiva. “Eu quero poder fazer a diferença. Antes eu pensava que não tinha condições emocionais de ser madrinha afetiva por me apegar às crianças e adolescentes, mas acabei percebendo que estava sendo egoísta, pois recebi amor da minha família e também preciso oferecê-lo a quem mais precisa”, relatou.
Como participar
Lageanos e lageanas que desejem transformar a vida das crianças e adolescentes que se encontram nas instituições de acolhimento também podem se inscrever para apadrinhá-las. Basta entrar em contato com a equipe do serviço de apadrinhamento Acalento pelo WhatsApp (49 3019-7519) e agendar uma conversa.
Saiba mais
Você sabe a diferença entre acolhimento, apadrinhamento e adoção? Muita gente ainda confunde os conceitos, então é importante explicá-los para que você possa refletir sobre a melhor forma de amparar uma criança ou adolescente em situação de vulnerabilidade.
O apadrinhamento é o vínculo afetivo criado entre um adulto voluntário e uma criança ou adolescente acolhido. Não há convivência contínua, mas visitas, passeios e apoio emocional e material.
Já o acolhimento é uma medida temporária em que a criança ou adolescente é retirada do convívio familiar por decisão judicial e passa a viver com uma família acolhedora até que possa retornar à família de origem ou ser encaminhada à adoção.
Por fim, a adoção é o ato legal e definitivo pelo qual uma criança ou adolescente passa a ser filho de uma nova família, com todos os direitos e deveres garantidos por lei.
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