Prefeito de Xavantina acata recomendação do MPSC e declara a nulidade da nomeação de secretário de Administração
Na última sexta-feira (28/4), o prefeito em exercício de Xavantina acatou a recomendação expedida pela Promotoria de Justiça da Comarca de Seara e declarou a nulidade do ato administrativo que nomeou Ari Parisotto, ex-prefeito do município, para o cargo de secretário de Administração, por ilegalidade de objeto, desvio de finalidade e ofensa ao princípio da moralidade administrativa.
Ari Parisotto foi condenado por captação ilícita de votos nas eleições municipais de 2020 por decisão de órgão colegiado do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com diploma eleitoral cassado, tornando-se inelegível. Ainda, recentemente, teve o registro de candidatura indeferido, a pedido do Ministério Público Eleitoral, para o cargo de prefeito nas novas eleições previstas para o dia 7 de maio.
O Promotor de Justiça Willian Valer explica na recomendação que o ato de nomeação revelava flagrante ilegalidade, pois a Lei Municipal n. 2/2000 prevê que, para a investidura em cargo público, é exigido o gozo dos direitos políticos, estando o agente inelegível, sem a capacidade eleitoral passiva.
Ainda, é nítido o desvio de finalidade do ato de nomeação do agente ao cargo público em comissão de secretário de Administração, que o torna igualmente nulo, haja vista que se revela como evidente burla da decisão judicial do Tribunal Regional Eleitoral, que cassou o diploma eleitoral do agente por captação ilícita de sufrágio nas últimas eleições municipais de 2020, bem assim da decisão da Justiça Eleitoral de primeiro grau que indeferiu o seu registro de candidatura ao cargo de prefeito nas novas eleições, enfatizou o Promotor de Justiça. A nomeação de Ari Parisotto para o cargo em comissão, cujas funções envolvem a efetiva gestão financeira e administrativa do Município de Xavantina, terminavam por burlar a ordem de afastamento, pois devolviam ao ex-prefeito a gestão municipal, apesar dos fatos graves reconhecidos por meio de decisões judiciais, prosseguiu.
O Promotor de Justiça finalizou esclarecendo que o desvio de finalidade fica ainda mais evidente quando se considera que o agente foi então nomeado para a função pelo atual prefeito em exercício - que, à época em que Ari estava à frente da Administração Pública, enquanto ainda tramitava a Ação de Investigação Judicial Eleitoral, curiosamente, atuava como seu secretário -, o qual passou a ocupar o posto de candidato a prefeito da 'Coligação Juntos por Xavantina' a partir do indeferimento da candidatura daquele.
Últimas notícias
06/01/2026Aviso de pauta: Protocolo “Não é Não” será implementado no jogo entre Avaí e Barra, pela primeira rodada do Campeonato Catarinense
24/12/2025Réus são condenados em Mondaí por matar um homem e abandonar corpo na calçada
23/12/2025Operação “Não se mexe”: Promotoria de Justiça recorre para converter tornozeleira em prisão preventiva de suspeito de desvio milionário em Joaçaba
20/12/2025MPSC questiona trecho da Lei que aumentou os salários dos Secretários Municipais de Joinville
20/12/2025Atuação da Promotoria de Justiça resulta em operação policial contra investigado por desvio milionário em Joaçaba
19/12/2025MPSC encerra 2025 com atuação ampliada na defesa da sociedade catarinense
Mais lidas
10/10/2025GAECO deflagra Operação “Hora do Show” que investiga irregularidades e direcionamento em processos de contratação pública no Oeste
15/10/2025GAECO, em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital, deflagra operação para combater organização financeira de facção criminosa
08/10/2025GAECO e Polícia Civil deflagram a operação “Carta branca” para apurar crimes contra a administração pública na região do Planalto Serrano
26/11/2025GAECO/MPSC deflagra operação “Carga Oca” para investigar fraudes em fornecimento de material tipo macadame à SEURB entre 2022 e 2024
09/10/2025Mulher que matou companheiro em reserva indígena é condenada
31/10/2025GAECO deflagra Operação Nuremberg para desarticular um dos maiores grupos neonazistas em atividade no Brasil