Novembro Azul: a importância do exame preventivo na saúde dos homens
"O preventivo eu sempre fiz e nunca tive nenhum diagnóstico. De repente, por ter ficado um ou dois anos, foi uma evolução rápida e tão intensa que eu fiquei pasmo com o nível de agressividade do câncer que eu tinha", revela o servidor do Ministério Público de Santa Catarina André Fernandez da Cruz.
André sempre buscou uma rotina de saúde. Cerca de dois anos sem segui-la da maneira correta foram o suficiente para receber uma grande surpresa. Em uma consulta ao urologista, depois de uma série de exames, veio o diagnóstico de câncer de próstata. A agressividade da doença foi o que o deixou preocupado. "De 1 a 10 de agressividade, o meu era nível 9", conta.
André não apresentava sintomas. Isso acontece porque o câncer de próstata é silencioso, ou seja, geralmente não apresenta sintomas. Quando alguns sinais começam a aparecer, o tumor pode já estar em fase avançada, o que dificulta a cura. O servidor nunca imaginou a importância de fazer os exames de rotina e garantir o diagnóstico precoce.
Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco ou dos 50 anos sem esses fatores devem ir ao urologista para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico).
Com o seu depoimento, André quer alertar e incentivar os homens a buscarem a saúde em primeiro lugar. Também quer mostrar que o exame preventivo é a melhor forma para a cura. "O melhor diagnóstico é o toque. Não tem nada demais, é algo rápido e sem dor. É fundamental porque, quanto mais cedo qualquer diagnóstico ou suspeita de câncer for tratada e diagnosticada, mais rápido é o tratamento e menos impactante".
Direitos dos pacientes com câncer previstos na legislação
Os pacientes com câncer possuem uma série de direitos. Eles têm assegurados os direitos previstos a todos os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), como consultas e exames. Além disso, recebem uma atenção especial da legislação devido à fragilidade que a doença causa. Para saber mais informações, o MPSC conversou com o Coordenador do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e Terceiro Setor, Promotor de Justiça Douglas Roberto Martins.
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