Município de Vitor Meireles acata recomendação do MPSC para cumprir lei que controla o patrimônio de servidores públicos
O Município de Vitor Meireles, no Alto Vale do Itajaí, já está cumprindo integralmente o artigo da Lei de Improbidade Administrativa que obriga os servidores públicos em qualquer função, efetivos ou comissionados, a apresentar a declaração de bens e valores que compõem o seu patrimônio, bem como sua atualização anual, como foi recomendado pela Promotoria de Justiça da Comarca de Presidente Getúlio.
Um inquérito civil foi aberto para apurar por que não havia análise sobre a evolução do patrimônio dos servidores. Na investigação, o MPSC constatou que o Município não estaria cumprindo integralmente a legislação.
O Município só cumpria parte do que determina a lei, com a exigência apenas da declaração de patrimônio no momento da posse do servidor. A lei obriga a atualização anual do patrimônio até a data em que o servidor termine o mandato, cargo ou função.
O MPSC recomendou também a edição de um decreto municipal regulamentando o artigo 13 da Lei 8.429/92 no que diz respeito à atualização anual das declarações.
A administração pública de Vitor Meireles agora exige dos servidores o cumprimento integral da Lei de Improbidade Administrativa. Conforme o decreto municipal, os agentes públicos têm que apresentar cópia da declaração de imposto de renda e de proventos dez dias após assumirem o cargo.
Dentro de trinta dias seguidos ao encerramento do prazo para a declaração do imposto de renda, deverão apresentar o comprovante anual. No fim das funções ou cargos, também deverão apresentar a declaração dos bens e valores.
É dever da gestão pública acompanhar e cobrar anualmente do servidor essa prestação de contas da declaração dos bens, que deve ser remetida a órgãos de controle externo como o Tribunal de Contas do Estado.
A intenção da Lei de Improbidade Administrativa com a declaração de bens é comparar o patrimônio do servidor durante o desempenho da função, para saber se os valores do patrimônio adquirido no período estão acima dos vencimentos recebidos, o que pode gerar suspeita e enriquecimento ilícito.
O enriquecimento ilícito se dá quando o servidor obtém vantagem econômica para ele ou para terceiros usando a função pública.
Caso não apresente as declarações de bens ou preste informações falsas no documento, o servidor pode ser demitido.
Últimas notícias
09/03/2026Faixa do Protocolo "Não é Não" esteve presente na final do Campeonato Catarinense de Futebol
09/03/2026MPSC recomenda providências para garantir acessibilidade a cadeirantes em rua de Florianópolis
09/03/2026MPSC reforça prática de doação do Imposto de Renda para Fundos de Direitos
09/03/2026MPSC obtém sentença definitiva que determina distribuição de fórmulas nutricionais a crianças com alergia alimentar em São Bento do Sul
09/03/2026STF confirma constitucionalidade do modelo de assessoramento do MPSC
09/03/2026MPSC doa cinco motos e oito kits de equipamentos para Polícias Militar, Civil e Penal
Mais lidas
17/10/2025MPSC, Prefeituras e Câmaras Municipais da Comarca de Chapecó firmam protocolo de boas práticas e combate à corrupção
03/12/2025AVISO DE PAUTA: 2ª PJ de Presidente Getúlio realiza Encontro Intermunicipal das Redes de Proteção da Comarca
26/01/2026Acordo firmado pelo MPSC, IMA e Seara garante fim do lançamento de efluentes no Riacho Santa Fé e destina R$ 5 milhões para projetos ambientais em Itapiranga
19/11/2025MPSC firma acordo para regularizar lei que trata das chácaras rurais em Xanxerê
18/12/2025Lei 15.280/25 amplia proteção a vítimas de crimes contra a dignidade sexual e impacta atuação do MPSC
11/11/2025MPSC atua em municípios atingidos por tornado no Oeste