MPSC recorre até obter a prisão do suspeito de agredir mulher grávida em Lages
O suspeito de agredir a companheira grávida de quatro meses na frente dos dois filhos, no bairro São Miguel, em Lages, está preso preventivamente graças à busca do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pela segurança da vítima e das crianças. Ele foi conduzido à delegacia no dia 9 de outubro, sob a acusação de dar socos no rosto e tentar enforcar a mulher, mas acabou solto na audiência de custódia, apesar da tentativa do Promotor de Justiça Felipe Luz de mantê-lo preso.
No dia seguinte à agressão, o homem de 26 anos foi denunciado pelo MPSC por lesão corporal contra mulher, com duas agravantes: a relação doméstica entre ambos e a gestação da vítima. Na mesma data, o Promotor de Justiça Felipe Luz fez um novo pedido de prisão preventiva "para assegurar a aplicação da lei penal e garantir a ordem pública, ameaçada pela possibilidade de reiteração criminosa e também pela gravidade concreta das condutas atribuídas ao homem". A Vara Criminal recebeu a denúncia, mas negou a prisão pela segunda vez.
Diante de mais uma negativa, foi necessário recorrer ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), apresentando todas as circunstâncias do caso. Segundo consta nos autos, o homem é usuário de drogas e vendeu as panelas recém-adquiridas pela companheira para sustentar o vício. Além disso, ele responde a outro processo por ameaçar a mulher e teria chegado ao ponto de incomodá-la até que ela retirasse uma medida protetiva.
O TJSC julgou o recurso no dia 15 de outubro, atendendo ao pedido do MPSC. A decisão observou que "a gravidade em concreto do delito de lesão corporal praticado, em tese, contra uma mulher grávida, bem como o histórico de processos em andamento, pela suposta prática dos delitos de ameaça e vias de fato contra a mesma vítima, demanda a decretação da segregação cautelar".
O homem foi preso preventivamente um dia após o julgamento do recurso. O Promotor de Justiça Felipe Luz diz que "o combate à violência contra a mulher é uma das prioridades institucionais, especialmente quando há riscos iminentes à integridade física e à vida da vítima, como no caso de mulheres grávidas, que enfrentam uma dupla vulnerabilidade".
Últimas notícias
24/12/2025Réus são condenados em Mondaí por matar um homem e abandonar corpo na calçada
23/12/2025Operação “Não se mexe”: Promotoria de Justiça recorre para converter tornozeleira em prisão preventiva de suspeito de desvio milionário em Joaçaba
20/12/2025MPSC questiona trecho da Lei que aumentou os salários dos Secretários Municipais de Joinville
20/12/2025Atuação da Promotoria de Justiça resulta em operação policial contra investigado por desvio milionário em Joaçaba
19/12/2025MPSC encerra 2025 com atuação ampliada na defesa da sociedade catarinense
19/12/2025MPSC obtém decisão que impõe prazo para implementação efetiva do Cadastro Ambiental Rural em Santa Catarina
Mais lidas
10/10/2025GAECO deflagra Operação “Hora do Show” que investiga irregularidades e direcionamento em processos de contratação pública no Oeste
15/10/2025GAECO, em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital, deflagra operação para combater organização financeira de facção criminosa
08/10/2025GAECO e Polícia Civil deflagram a operação “Carta branca” para apurar crimes contra a administração pública na região do Planalto Serrano
26/11/2025GAECO/MPSC deflagra operação “Carga Oca” para investigar fraudes em fornecimento de material tipo macadame à SEURB entre 2022 e 2024
09/10/2025Mulher que matou companheiro em reserva indígena é condenada
31/10/2025GAECO deflagra Operação Nuremberg para desarticular um dos maiores grupos neonazistas em atividade no Brasil