MPSC participa do Gabinete de Crise do Oeste e reúne informações para cobrar medidas mais eficazes para o enfrentamento do contágio na região
A fila de espera por uma vaga na UTI se aproxima dos 110 pacientes e não há profissionais suficientes para colocar em funcionamento novos leitos para o tratamento intensivo nos hospitais de referência para a covid-19 da Macrorregião de Saúde Oeste. Essa foi apenas uma das informações levadas ao Gabinete de Crise do Oeste na reunião desta sexta-feira, que contou com a participação do Centro Operacional de Direitos Humanos e Terceiro Setor (CDH) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Essa macrroregião abrange, entre outros, os municípios de Chapecó, Xanxerê e São Miguel do Oeste, os três com a situação mais crítica no Oeste do Estado.
Segundo a Coordenadora-Adjunta do CDH, Promotora de Justiça Lia Nara Dalmutt, que representa o MPSC no Gabinete de Crise, o maior problema, no momento, é a falta de profissionais médicos para atendimento intensivo, o que impede que novos leitos de UTI entrem em funcionamento de forma imediata.
Na reunião desta sexta-feira, conforme relatou a Promotora de Justiça, restou confirmado que, por falta de vagas nas UTIs, os pacientes estão sendo intubados em leitos normais em enfermarias e até nas UPAs e os médicos, diante desse quadro, já se veem forçados a escolher os doentes que têm maiores possibilidades de sobrevivência para o tratamento por respiradores e oxigênio.
Alguns municípios da região estão tentando aumentar a capacidade de internação de suas unidades em leitos comuns para receber os pacientes de outras doenças internados nos três maiores hospitais regionais que são centro de referência para a covid-19. Dessa forma, haveria a possibilidade de ampliar leitos clínicos de covid-19 nos hospitais maiores da região. ¿Em que pese a medida seja de grande valia, o número de leitos para o tratamento intensivo ainda é a principal demanda¿, alerta a Promotora de Justiça.
Essas informações e mais outros dados que vêm sendo coletados por meio de apurações estão sendo analisados pelo MPSC para que sejam adotadas medidas judiciais e extrajudiciais necessárias para enfrentar a crise no atendimento e na prevenção à covid-19 na região, explica Lia Dalmutt.
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