MPSC obtém condenação de assaltantes de banco que tentaram matar policiais durante fuga em Ilhota
Um grupo que assaltou a agência de uma cooperativa de crédito em Ilhota foi condenado em uma sessão do Tribunal do Júri que durou mais de 18 horas, na última sexta-feira (13/8). Três homens terão que cumprir penas que variam entre 17 e 23 anos de reclusão pelos crimes de roubo circunstanciado - por participação de duas ou mais pessoas e uso de arma de fogo - e por tentativa de homicídio qualificado - por assegurar a impunidade do roubo e contra agentes de segurança pública.
A Promotora de Justiça Daniele Garcia Moritz sustentou que "Os réus entraram armados, encapuzados e com uso de coletes balísticos, renderam funcionários e clientes da agência da cooperativa de crédito, subtraindo dinheiro e pertences pessoais de alguns funcionários, a todo momento sob ameaças de morte e mediante violência física, causando, com isso, intenso abalo psicológico às vítimas. Ressaltou que durante a fuga, ao encontrar uma viatura da Polícia Militar, os réus desceram do veículo e efetuaram diversos disparos de arma de fogo com o objetivo de neutralizar os policiais militares, que conseguiram se abrigar atrás da viatura e prontamente repelir a injusta agressão".
A agência, localizada no bairro Braço do Baú, em Ilhota, foi assaltada em 20 de junho de 2018. A ação dos criminosos durou aproximadamente 11 minutos. Eles estouraram a porta giratória e entraram na unidade. Em seguida, renderam um funcionário na tentativa de que ele abrisse o cofre. O sistema de segurança impediu que o cofre fosse aberto. Assim, os homens roubaram pouco mais de R$ 8,6 mil que estavam nos caixas e malotes. Um dos homens utilizou o vigilante da agência como escudo para fugir da polícia.
Os assaltantes embarcaram em um veículo e iniciaram a fuga. A Polícia Militar localizou os fugitivos, que saíram do veículo e dispararam 12 vezes contra os policiais e continuaram a fugir. Um quarto homem envolvido no roubo saiu do carro e fugiu para a mata.
Os policiais prenderam os réus três horas depois. Os homens estavam com diversas armas de fogo, munição, coletes balísticos, celulares, dinheiro e outros itens.
O quarto envolvido foi encontrado mais tarde, próximo ao local do crime, e preso preventivamente. O processo foi anulado em relação a ele, que aguarda um novo julgamento.
Emerson Thiago da Silva Santos, Luiz Claudio da Rocha e Jonathan dos Santos Gonçalves estão presos desde o dia do crime.
O Conselho de Sentença da Comarca de Gaspar considerou os homens culpados pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado - por assegurar a impunidade do roubo e contra agentes de segurança pública - e por roubo circunstanciado - por participação de duas ou mais pessoas e uso de arma de fogo. Emerson Thiago da Silva Santos foi condenado à pena de 17 anos de reclusão; Jonatan dos Santos Gonçalves, à pena de 20 anos de reclusão. Luiz Cláudio da Rocha terá que cumprir pena de 23 anos de reclusão. Eles deverão cumprir as penas em regime inicial fechado.
A decisão é passível de recurso. Os condenados não poderão recorrer em liberdade.
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