Ministério Público obtém condenação de réus que roubaram joalheria em Joaçaba ameaçando clientes, dono e funcionárias
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) obteve a condenação de sete pessoas que roubaram uma joalheria em Joaçaba, levando o equivalente a R$ 65 mil em relógios, anéis e correntes, com a participação de um adolescente. A Justiça reconheceu os crimes de roubo (subtração mediante grave ameaça) e corrupção de menor e fixou as penas entre 16 e 23 anos de reclusão.
Cinco denunciados percorreram mais de 400 quilômetros entre o Litoral catarinense e o Meio-Oeste para cometer o crime. Eles contaram com a ajuda de duas moradoras de Joaçaba durante a fase preparatória para mapear o local.
O roubo aconteceu no dia 25 de outubro de 2021. Na manhã daquela segunda-feira, o réu Rodrigo da Silva Gilz levou outros dois denunciados e o adolescente até a joalheria. Clóvis José Floriani Júnior, Luan César Silva e o menor de 18 anos desembarcaram do carro, entraram armados no estabelecimento, "anunciaram o assalto " e renderam o proprietário, duas funcionárias e três clientes, incluindo uma mulher grávida e uma criança.
Segundo consta nos autos, o adolescente usou um revólver calibre 38 para obrigar as vítimas a irem até o banheiro enquanto os colegas subtraíam as mercadorias. O grupo tomou para si 68 anéis de ouro, 17 relógios e duas correntes folheadas a ouro. As vítimas só saíram do banheiro quando tiveram certeza de que os assaltantes já haviam ido embora.
Os réus fugiram em veículos diferentes para despistar os órgãos de segurança e partiram rumo ao litoral. Rodrigo buscou Mirella Roriz Trindade e Fernanda de Araújo (mulheres que ajudaram na fase preparatória do crime) com um Argo e tomou a rodovia BR-282. Clóvis, Luan e o adolescente, por sua vez, foram apanhados por Altier Gomes de Vargas e Samara Letícia Cristóvão em um Gol e também pegaram a estrada.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF), que realizava uma fiscalização rotineira em Campos Novos naquele dia, mandou o Gol ocupado pelos criminosos parar. O motorista, Altier, tentou fugir, mas foi interceptado pelos agentes. Na revista, foram encontrados a arma de fogo e os objetos roubados.
Durante o procedimento, a PRF soube que a joalheria havia sido roubada em Joaçaba e prendeu os ocupantes do Gol. Os policiais acionaram órgãos de segurança de todo o estado para localizar o outro veículo envolvido no crime. Os ocupantes do Argo, Rodrigo, Mirella e Fernanda, foram identificados e presos em um restaurante em Curitibanos.
Condenações
O Ministério Público de Santa Catarina acusou os réus pelo crime de subtração mediante grave ameaça, reduzindo a possibilidade de resistência (artigo 157 do Código Penal), e pelo crime de corromper menor de 18 anos (artigo 244 da Lei 8.069/90). A Justiça sentenciou os acusados 10 meses após o fato.
Clóvis José Floriani Júnior foi condenado a 16 anos, quatro meses e oito dias de reclusão em regime inicial fechado e ao pagamento de 37 dias-multa.
Luan César Silva foi condenado a 16 anos e 12 dias de reclusão em regime inicial fechado e ao pagamento de 36 dias-multa.
Rodrigo da Silva Gilz foi condenado a 23 anos, seis meses e 10 dias de reclusão em regime inicial fechado e ao pagamento de 81 dias-multa.
Altier Gomes de Vargas foi condenado a 21 anos, 11 meses e 20 dias de reclusão em regime inicial fechado e ao pagamento de 51 dias-multa.
Samara Letícia Cristóvão foi condenada a 18 anos e 27 dias de reclusão em regime inicial fechado e ao pagamento de 40 dias-multa.
Mirella Roriz Trindade foi condenada a 18 anos e 27 dias de reclusão em regime inicial fechado e ao pagamento de 40 dias-multa.
Fernanda de Araújo foi condenada a 18 anos e 27 dias de reclusão em regime inicial fechado e ao pagamento de 40 dias-multa.
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