Inquérito Civil do MPSC vai apurar a estrutura e a execução de medidas socioeducativas em meio aberto a adolescentes em Botuverá
A 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Brusque abriu inquérito civil para averiguar o atendimento a adolescentes que cumprem medidas socioeducativas em meio aberto - liberdade assistida e prestação de serviços à comunidade - em Botuverá. Será analisada a adequação da equipe técnica, a necessidade de capacitação continuada para a equipe e a estrutura para encaminhamento dos socioeducandos. aponta o relatório do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
O programa é executado pelo Centro de Referência e Assistência Social (CRAS) do Município.
Conforme levantamento do MPSC, o CRAS de Botuverá não é cadastrada no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, não tem regimento interno nem projeto político pedagógico, uma das principais ferramentas dos programas de atendimento socioedutivos. O levantamento constatou ainda que a instituição não possui caráter de proteção social especial, o que é exigido por lei para executar as medidas socioeducativas.
O que diz o ECA sobre a aplicação de medidas socioeducativas
As medidas socioeducativas para adolescentes em conflito com a lei estão previstas no artigo 112 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Poderão ser aplicadas: advertência, obrigação de reparo de danos, prestação de serviços comunitários, inserção em regime de semiliberdade, liberdade assistida e internação em estabelecimento educacional.
Na liberdade assistida, pelo período mínimo de seis meses, o adolescente é encaminhado ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) ou na falta dele, a outros serviços sociais ou políticas públicas devidamente capacitados com política pedagógica que atenda às necessidades do programa. Em cidades de pequeno porte o serviço poderá ser prestado por uma equipe de proteção especial da Secretaria Municipal de Assistência Social.
Na prestação de serviços à comunidade, em período não excedente a seis meses, o adolescente realiza tarefas gratuitas de interesse geral em lugares como hospitais e escolas. As tarefas são atribuídas conforme a aptidão do educando, com jornada de no máximo oito horas semanais. É obrigatório ao orientador do adolescente que acompanhe o desempenho escolar dele e também que diligencie no sentido de inserir o adolescente em cursos profissionalizantes e inserção no mercado de trabalho.
O ECA prevê que as entidades executoras do programa devem ser cadastradas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Últimas notícias
06/01/2026Aviso de pauta: Protocolo “Não é Não” será implementado no jogo entre Avaí e Barra, pela primeira rodada do Campeonato Catarinense
24/12/2025Réus são condenados em Mondaí por matar um homem e abandonar corpo na calçada
23/12/2025Operação “Não se mexe”: Promotoria de Justiça recorre para converter tornozeleira em prisão preventiva de suspeito de desvio milionário em Joaçaba
20/12/2025MPSC questiona trecho da Lei que aumentou os salários dos Secretários Municipais de Joinville
20/12/2025Atuação da Promotoria de Justiça resulta em operação policial contra investigado por desvio milionário em Joaçaba
19/12/2025MPSC encerra 2025 com atuação ampliada na defesa da sociedade catarinense
Mais lidas
10/10/2025GAECO deflagra Operação “Hora do Show” que investiga irregularidades e direcionamento em processos de contratação pública no Oeste
15/10/2025GAECO, em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital, deflagra operação para combater organização financeira de facção criminosa
08/10/2025GAECO e Polícia Civil deflagram a operação “Carta branca” para apurar crimes contra a administração pública na região do Planalto Serrano
26/11/2025GAECO/MPSC deflagra operação “Carga Oca” para investigar fraudes em fornecimento de material tipo macadame à SEURB entre 2022 e 2024
09/10/2025Mulher que matou companheiro em reserva indígena é condenada
31/10/2025GAECO deflagra Operação Nuremberg para desarticular um dos maiores grupos neonazistas em atividade no Brasil