Homem é denunciado pelo MPSC por tentativas de homicídio dentro de academia em Lages e pode ir a Júri popular
Os lageanos já se preparavam para mais um final de tarde tranquilo naquele 24 de junho, quando os aplicativos de mensagens começaram a apitar. Chegava a notícia de que um tiroteio tinha acabado de acontecer dentro de uma academia localizada na Avenida Presidente Vargas, no bairro Sagrado Coração de Jesus. O fato ganhou repercussão estadual e nacional rapidamente.
Menos de um mês depois, um homem de 42 anos foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), com base nas investigações da Polícia Civil, por duas tentativas de homicídio (qualificadas por motivo torpe e perigo comum), e também por agressão, ameaça e posse ilegal de arma de fogo. O Poder Judiciário já recebeu a denúncia, e o objetivo é que ele seja submetido ao Tribunal do Júri pela prática de crimes dolosos contra a vida.
Segundo a denúncia, assinada pela Promotora de Justiça Camila da Silva Tognon, o homem teria primeiro agredido outro cliente da academia que se recusou a sair de um aparelho. Na sequência, ele foi contido pelo instrutor e por um Policial Militar que estava fora do horário de serviço e treinava naquele momento. Então, ele teria saído do local fazendo ameaças e retornado minutos depois, armado com uma pistola carregada não registrada, e disparado contra o instrutor, atingindo sua coxa esquerda, e contra o Policial Militar, que conseguiu se esquivar do tiro.
Imagens captadas pelas câmeras de segurança registraram os momentos de tensão vividos pelos clientes da academia. Vários deles correram em direção à rua para tentar se proteger dos tiros e, posteriormente, disseram ter "nascido de novo" por não ser atingidos por uma eventual bala perdida.
O homem só foi parado por um disparo de arma de fogo e está hospitalizado até hoje. O MPSC entendeu que o autor desse disparo - um Policial Penal que também estava fora do horário de serviço e treinava no momento - agiu em legítima defesa de terceiro, por isso não irá denunciá-lo.
A Promotora de Justiça Camila da Silva Tognon diz que o caso representa uma grave afronta à segurança coletiva e precisa ser levado a julgamento popular. "O crime foi cometido em um local com váris pessoas e gerou pânico generalizado. A repercussão foi imediata, com grande atenção da sociedade. O Tribunal do Júri é o espaço legítimo onde a comunidade pode manifestar, por meio dos jurados, sua repulsa à violência e afirmar o valor da vida", afirma.
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