Estado tem que voltar a instalar 261 câmeras de monitoramento no Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí
O Governo do Estado de Santa Catarina tem que reinstalar o sistema de monitoramento por câmeras no Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí. A decisão liminar atende a uma ação civil com pedido de tutela de urgência ajuizada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Com o fim do contrato, a empresa prestadora do serviço desativou 261 câmeras. Hoje, o Complexo Penitenciário funciona sem o videomonitoramento. O não cumprimento da decisão acarreta multa de R$ 50 mil por dia de atraso. A liminar foi proferida em 12 de dezembro.
A 12ª Promotoria de Justiça da Comarca de Itajaí havia recebido informações de que as câmeras de monitoramento tinham sido retiradas em 23 de outubro do presídio feminino e em 8 de novembro da penitenciária e do presídio masculinos. Em 10 de novembro, foi instaurado um inquérito civil para apurar o caso. Foram remetidos ofícios ao secretário de Estado da Administração Prisional e à diretora do Departamento de Polícia Penal.
Com as diligências, foi constatado que o contrato com a empresa responsável pelo serviço se encerrou em 24 de abril de 2023 e que foi prorrogado em caráter emergencial por 180 dias, terminando no dia 12 de dezembro, sem que houvesse a imediata substituição por alternativas equivalente, num complexo penitenciário que abriga 2.776 presos.
Para o Promotor de Justiça André Braga de Araújo, o desligamento das câmeras configura omissão e negligência do Estado ao adequado funcionamento do complexo penitenciário. "Tal fato, além de demonstrar severa omissão por parte do Estado, coloca em risco a segurança de muitas pessoas que comparecem diariamente ao Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí, a exemplo de policiais penais, civis e militares, advogados, familiares dos reeducandos, membros do Ministério Público, do Poder Judiciário e da Defensoria Pública, e dos próprios presos (reeducandos)", completou.
"A remoção do sistema de videomonitoramento, sem a substituição por qualquer outra alternativa equivalente, evidencia um retrocesso em relação à implementação de políticas de garantia não só dos direitos prisionais, como também de segurança pública", ressaltou a Juíza da Vara de Execuções Penais ao proferir a decisão.
Petição criminal n. 5031449-40.2023.8.24.0033/SC
Últimas notícias
06/01/2026Aviso de pauta: Protocolo “Não é Não” será implementado no jogo entre Avaí e Barra, pela primeira rodada do Campeonato Catarinense
24/12/2025Réus são condenados em Mondaí por matar um homem e abandonar corpo na calçada
23/12/2025Operação “Não se mexe”: Promotoria de Justiça recorre para converter tornozeleira em prisão preventiva de suspeito de desvio milionário em Joaçaba
20/12/2025MPSC questiona trecho da Lei que aumentou os salários dos Secretários Municipais de Joinville
20/12/2025Atuação da Promotoria de Justiça resulta em operação policial contra investigado por desvio milionário em Joaçaba
19/12/2025MPSC encerra 2025 com atuação ampliada na defesa da sociedade catarinense
Mais lidas
10/10/2025GAECO deflagra Operação “Hora do Show” que investiga irregularidades e direcionamento em processos de contratação pública no Oeste
15/10/2025GAECO, em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital, deflagra operação para combater organização financeira de facção criminosa
08/10/2025GAECO e Polícia Civil deflagram a operação “Carta branca” para apurar crimes contra a administração pública na região do Planalto Serrano
26/11/2025GAECO/MPSC deflagra operação “Carga Oca” para investigar fraudes em fornecimento de material tipo macadame à SEURB entre 2022 e 2024
09/10/2025Mulher que matou companheiro em reserva indígena é condenada
31/10/2025GAECO deflagra Operação Nuremberg para desarticular um dos maiores grupos neonazistas em atividade no Brasil