Empresário, servidores e Vereadores de Urussanga investigados na Operação Hera, da Polícia Civil, são denunciados pelo MPSC
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Urussanga, ofereceu denúncia contra oito pessoas - um empresário, servidores públicos e Vereadores do Município de Urussanga - que foram investigadas na Operação Hera, da Polícia Civil. A operação apurou uma série de crimes praticados na Fundação Ambiental Municipal de Urussanga (FAMU).
Entre os crimes praticados pelos denunciados estão coação no curso do processo, prevaricação, concessão de autorização em desacordo com as normas ambientais, sonegação de documentos, dificultação de ação fiscalizadora, corrupção passiva, advocacia administrativa, extravio de documentos e crimes ambientais.
De acordo com a denúncia, de autoria da Promotora de Justiça Juliana Ramthun Frasson, os "agentes públicos e políticos fizeram uso devasso da máquina pública" para a troca de favores políticos e a satisfação de interesses particulares.
De forma resumida, os agentes públicos e servidores comissionados utilizavam-se das prerrogativas de seus cargos, tanto na Secretaria Municipal de Agricultura quanto na FAMU, para acobertar crimes e irregularidades que estariam sendo praticadas por aliados políticos ou pessoas que atuavam ou pertenciam a círculos de influência política no poder local.
Assim, eram evitadas fiscalizações sobre possíveis danos ambientais causados por obras em terras privadas; servidor em cargo subordinado era colocado em férias para que não pudessem interferir nas ações irregulares ou ilegais; máquinas da Prefeitura eram emprestadas para obras particulares sem nenhuma autorização ou previsão legal para esse uso; processos administrativos que apuravam as irregularidades eram extraviados, suspensos ou interrompidos para evitar qualquer punição aos envolvidos; licenças eram concedidas para a ligação de energia elétrica em terras que não atendiam à legislação ambiental para a ocupação ou exploração, entre outros atos ilícitos.
As investigações apuraram até mesmo ameaças contra um servidor municipal que não compactuava com as ilegalidades.
Diante disso, o MPSC denunciou Aleckssandra Maccari Rodrigues por prevaricação e crimes ambientais, Erich Donato Velho por extravio de documentos, corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e crimes ambientais e Francine Gastaldon por extravio de documentos.
Rozemar Sebastião ("Taliano"), atualmente Vereador no município, foi denunciado por crimes ambientais e uso de violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio. Odivaldo Bonetti ("Bonettinho"), que também ocupa cadeira no Legislativo, foi denunciado por advocacia administrativa. Mariza Scremin Bergmann e Sidney Bergmann, por crimes ambientais. Por fim, Arnaldo Bez Batti Júnior foi denunciado por extravio de documentos.
Conforme a denúncia, outros possíveis crimes ainda estão sendo apurados em processos distintos, por exigirem diligências investigatórias.
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