Em Xaxim, homem é condenado a mais de 46 anos de reclusão por matar rival a tiros
Um homem que matou um rival a tiros e deixou uma mulher e uma criança de quatro anos de idade feridas foi condenado a 46 anos e oito meses de reclusão em regime inicial fechado em Xaxim. Os jurados acolheram a tese do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), representado pelas Promotoras de Justiça Kelly Vanessa De Marco Deparis e Mirela Dutra Alberton - que integra o Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GEJURI) do MPSC -, e o condenaram por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e emboscada), por dois homicídios tentados qualificados pelas mesmas qualificadoras e por corrupção de menores. A sessão ocorreu nesta quinta-feira (27/2).
De acordo com a denúncia, no dia 5 de janeiro de 2020, por volta das 14h30, em uma estrada de terra no bairro Santa Terezinha, o réu, acompanhado de 14 comparsas, entre eles dois adolescentes, armaram uma emboscada para a vítima, um homem de 32 anos. Eles montaram uma barreira na estrada com pedras e galhos de árvores e, escondidos na mata, aguardaram a passagem do veículo em que o alvo estava.
Quando a vítima passou pelo local, os criminosos saíram do esconderijo e, aos gritos de "perdeu, perdeu", começaram a disparar contra o carro. A vítima foi atingida por diversos disparos e morreu no local. A motorista do veículo e sua filha, de apenas quatro anos, também foram feridas, mas sobreviveram graças ao rápido socorro. A investigação revelou que o crime foi motivado por uma disputa entre facções criminosas.
Cabe recurso da sentença, mas o Juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade e aplicou o entendimento do Supremo Tribunal Federal de que "a soberania dos veredictos do Tribunal do Júri autoriza a imediata execução de condenação imposta pelo corpo de jurados, independentemente do total da pena aplicada".
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