Em uma semana, dois homicídios envolvendo facções criminosas são julgados na Capital
Em uma semana, o Tribunal do Júri da Comarca da Capital condenou dois homens por homicídios envolvendo facções criminosas. No primeiro julgamento, em 23 de abril, o réu foi condenado a 23 anos de reclusão por matar uma jovem e enterrar o corpo. No segundo, no dia 30 do mesmo mês, a pena aplicada a Leonardo Ferreira, autor do homicídio de um comerciante em frente ao Mercado Público de Florianópolis, foi de 17 anos de reclusão. Ambos os réus deverão cumprir as penas em regime inicial fechado.
O crime no Mercado Público de Florianópolis ocorreu no dia 3 de março de 2017. O réu foi sentenciado por homicídio triplamente qualificado, receptação de veículo e associação criminosa. O suposto mandante do crime, Danilo Souza, irmão do Sérgio de Souza" o Neném da Costeira " também seria julgado na mesma sessão, mas o advogado do réu justificou a ausência com um atestado médico. Assim, o processo foi desmembrado para que o suposto mandante seja julgado em outra data. Ambos estão presos.
A sessão durou 12 horas e foi marcada por longos depoimentos. Segundo a denúncia do Ministério Público, a motivação seria um desentendimento entre duas famílias do bairro Costeira do Pirajubaé. Inicialmente, três homens foram denunciados por esse crime. As qualificadoras aceitas pelo Conselho de Sentença foram motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e superioridade numérica.
Os acusados conduziam um veículo de cor preta, furtado e com as placas adulteradas, quando perceberam a chegada da vítima, que trabalhava na peixaria da família, no Mercado Público. Os réus utilizaram o carro para trancar a caminhonete da vítima na avenida Paulo Fontes.
Na sequência, o passageiro do automóvel desceu e efetuou o primeiro disparo. A vítima tentou fugir, mas foi perseguida e atingida novamente por outros dois tiros. Todos os homens também são suspeitos de integrar facção criminosa que controla o tráfico de drogas na região e conheciam a vítima desde a infância.
Para o Promotor de Justiça André Otávio Vieira de Mello, que representou o MPSC perante o Tribunal do Júri, a condenação representa mais um duro golpe em desfavor dos faccionados. "Em 2017 ano que as facções estavam em guerra ocorreram 165 homicídios em Florianópolis. Hoje, com os faccionados condenados outros tantos presos e respondendo pelos crimes, a Capital conta atualmente com 20 homicídios até o dia de hoje", constata.
Crime brutal
No julgamento do dia 23 de abril, o Tribunal do Júri da Capital condenou a 23 anos, oito meses e 20 dias de reclusão um homem acusado de matar uma jovem em Florianópolis e enterrar o corpo. As penas foram por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e participação em organização criminosa.
Os jurados reconheceram por maioria a autoria do crime pelo réu, que teria assassinado a vítima, de 20 anos, por espancamento em razão de ela ter publicado em uma rede social uma foto ao lado de integrantes de uma facção rival à dele. O assassinato foi em um matagal no Canto do Lamim, norte da Ilha de Santa Catarina, no dia 22 de dezembro de 2017. O corpo foi encontrado quatro dias depois pelo pai da vítima.
Conforme sustentou o Ministério Público, os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Nos dois julgamentos, o Ministério Público de Santa Catarina foi representado pelo Promotor de Justiça André Otávio Vieira de Mello. O nome do réu não é divulgado em razão de o processo estar em segredo de justiça.
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