Em Tijucas, jovem é condenado por matar o pai
Ao analisar a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o Tribunal do Júri de Tijucas condenou o réu Renan Luiz Pimentel a 24 anos e oito meses de reclusão, seis meses de detenção e um mês de prestação de serviço comunitário pela morte do pai, Sérgio Luiz Pimentel, e outros crimes conexos. O homicídio ocorreu em setembro de 2021. O condenado tinha 19 anos à época.
O Conselho de Sentença considerou o réu culpado pelos crimes de homicídio qualificado - por asfixia, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima -, por furto, por dirigir sob o efeito de entorpecentes e por posse de drogas. Após matar o pai, Renan fugiu com R$ 23.792,00 em dinheiro, o carro e outros objetos que pertenciam à vítima.
Na sentença, o Juízo determinou a restituição do dinheiro aos herdeiros da vítima, pois o Conselho de Sentença reconheceu que era de propriedade de Sérgio.
Foi negado a Renan o direito de recorrer em liberdade, pois ele permaneceu preso durante todo o processo.
Crime chocou a comunidade de Tijucas
Os laços de parentesco e o modo como o réu agiu ao matar o pai chocaram a comunidade de Tijucas.
No salão do Tribunal do Júri, realizado no plenário da Câmara de Vereadores do Município, estavam presentes amigos e um dos irmãos de Sérgio.
"A gente sempre procura acreditar na Justiça, acreditar no Júri. É uma condenação que acreditamos que faz justiça para um crime hediondo, e o que eu espero como familiar que perdeu o irmão é que essa pena realmente seja de reclusão. O que a gente espera quando ouve uma sentença dessas é que realmente ela seja cumprida em reclusão", comentou o irmão da vítima, Everaldo Pimentel.
No Tribunal do Júri, a Promotora de Justiça que representou o Ministério Público de Santa Catarina sustentou que foi um crime bárbaro, com grande repercussão e que chamou a atenção na Comarca de Tijucas. O MPSC acompanhou desde o início o processo com o delegado da Polícia Civil, atuando para que fossem produzidas as provas para que de fato houvesse a condenação dentro das penas máximas possíveis, conforme o requerimento do Ministério Público.
Para o MPSC, ao menos por um bom tempo o réu ficará afastado da sociedade, evitando risco de um novo crime, porque de fato a crueldade do ato demonstra que ele solto é capaz de voltar a cometer outros delitos.
Como ocorreu o crime
No dia 28 de setembro de 2021, no bairro Joaia, em Tijucas, Renan manteve o pai em seu poder, amarrando-o com um cinto. Após, colocou um saco plástico na cabeça da vítima, impedindo a respiração, além de desferir um golpe de faca na região do abdome de Sérgio. Utilizando um cadarço e um fio elétrico, estrangulou o pai, causando-lhe a morte, conforme o laudo da perícia.
Segundo a denúncia do MPSC, o condenado se prevaleceu da relação doméstica, já que passou a morar na mesma casa da vítima após a morte da mãe, dois meses antes do homicídio. Foi na residência onde moravam que Renan cometeu o crime hediondo.
No dia seguinte ao assassinato, Renan dirigiu o carro do pai até o bairro Vila Nova, em Porto Belo. Ele estava sob a influência de entorpecentes e não tinha carteira de habilitação.
Em Porto Belo, ele entrou no estacionamento de um clube e passou a fazer manobras perigosas com o veículo. A Polícia Militar foi acionada e encontrou um grama de cocaína no carro.
Depois de mais buscas no veículo, os policiais encontraram R$ 23.792,00, duas facas e outros objetos. Ele foi preso e conduzido à Delegacia de Tijucas.
Legenda: Promotora de Justiça Isabela Ramos Philippi atuou no Tribunal do Júri
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