No Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, MPSC reforça importância de denunciar para salvar vidas
Com 38 feminicídios em 2025 e nove casos apenas em novembro, Ministério Público alerta para a urgência do enfrentamento à violência de gênero no estado.
No Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, os números em Santa Catarina revelam a gravidade do problema: 38 mulheres foram mortas em razão do gênero entre janeiro e outubro de 2025, segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública. Somente em novembro, já são nove casos.
O mais recente, em Florianópolis, na sexta-feira (21/11), vitimou uma estudante de pós-graduação de 31 anos. Na ocasião, Catarina Kasten foi encontrada morta na trilha da Praia do Matadeiro com sinais de violência sexual e estrangulamento. O suspeito, um homem de 21 anos, confessou o crime e teve a prisão preventiva decretada após a atuação imediata da Promotoria de Justiça de plantão.
Dados nacionais também reforçam a urgência do tema. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que o país registrou mais de 1,4 milhão de ocorrências de violência doméstica em um único ano e que um feminicídio é registrado a cada seis horas. Em Santa Catarina, o Observatório da Violência contra as Mulheres da Assembleia Legislativa indica que tentativas de feminicídio e lesões corporais em contexto doméstico permanecem em patamares elevados, exigindo respostas rápidas e integradas.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) atua diariamente para enfrentar a violência contra a mulher, com ações que vão desde a responsabilização dos agressores até a fiscalização de políticas públicas e a cobrança por atendimento seguro e humanizado às vítimas.
Para a Coordenadora do Núcleo de Enfrentamento a Violências e Apoio às Vítimas (NEAVIT), Promotora de Justiça Chimelly Louise de Resenes Marcon, essa atuação é mais do que uma obrigação institucional – é um dever constitucional:
“Nenhuma violência será ignorada e nenhuma mulher estará sozinha. Nosso compromisso é garantir que cada sinal seja apurado e que a rede de proteção funcione para salvar vidas”.
Denuncie!
Para mudar essa realidade, é essencial denunciar. Os canais disponíveis são os seguintes:
- Ouvidoria do MPSC (disque 127 ou acesse mpsc.mp.br);
- Promotoria de Justiça mais próxima;
- Disque 100;
- em casos de emergência, ligue 190 para a Polícia Militar.
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