Denunciado pelo MPSC, réu que matou homem com sete tiros é condenado a 20 anos de prisão em Chapecó
Em sessão realizada na segunda-feira (11/7), o Tribunal do Júri da Comarca de Chapecó julgou o responsável pelo assassinato de Anderson Wille. Jacir Padilha, após denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), foi condenado a 20 anos de prisão, em regime fechado, por homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima.
De acordo com a denúncia, no dia 17 de agosto de 2014, por volta da 0h15, na rua São Nicolau, no bairro São Pedro, o réu matou a vítima com sete disparos de arma de fogo.
No dia do crime, Anderson estava bebendo com amigos quando o denunciado chegou ao local, sacou uma arma de fogo e fez os disparos. No momento da morte, Anderson estava totalmente embriagado e não teve chance de defesa. Apesar de o réu, em seu interrogatório, ter confessado os disparos efetuados, alegou, por outro lado, que o fez em legítima defesa, tese que foi combatida pelo Ministério Público e afastada pelos jurados, que decidiram pela condenação.
Da sentença cabe recurso, mas a Justiça negou a Jacir o direito de recorrer em liberdade, pois havia mandado de prisão aberto em seu nome por sentença condenatória pelo crime de denunciação caluniosa, que foi cumprido assim que o acusado chegou ao Fórum.
Mutirão de júris
A sessão fez parte do mutirão de júris realizado numa parceria entre o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). O mutirão tem o objetivo de julgar os processos que ficaram parados durante o período grave da pandemia, quando as sessões de júris foram suspensas.
O Promotor de Justiça Diego Henrique Siqueira Ferreira, que atuou a sessão de segunda (11/7), está lotado na Promotoria de Justiça de Campo Erê e aderiu ao mutirão. Ele já atuou em dois julgamentos e tem mais dois agendados ainda neste mês de julho. "A realização do mutirão é de suma importância para a sociedade catarinense, pois permite que esta julgue crimes que aguardavam julgamentos há algum tempo. Isso serve de conforto aos familiares das vítimas e aos próprios acusados, que também esperam por uma decisão. Como dizia Francesco Carnelutti, 'o tempo é inimigo do processo, contra o qual o juiz deve travar uma guerra sem trégua'. Por exemplo, o fato julgado nesta sessão ocorreu em agosto de 2014, ou seja, há quase 8 anos. Dessa forma, a sociedade catarinense é chamada a julgar os crimes que lesionam o maior bem jurídico de todos: a vida humana", ressalta o Promotor de Justiça.
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