Com recurso do MPSC, homem condenado por tentativa de homicídio em São Lourenço do Oeste tem pena praticamente dobrada
Uma tentativa de homicídio tendo como arma um facão com grande lâmina, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e com manifesta intenção de matar. Denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) em maio de 2024, esse crime havia resultado em uma condenação de cinco anos e dez meses de reclusão, com sentença proferida em junho de 2025. A Promotoria de Justiça da Comarca de São Lourenço do Oeste recorreu da dosimetria da pena aplicada, garantindo a fixação da pena em 10 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado.
O recurso de apelação do MPSC foi atendido pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) para aumentar a pena de modo a reconhecer as consequências diretas do crime na vida do sobrevivente. A vítima, além de ficar com cicatrizes em função da fratura craniana, foi submetida a procedimentos médicos, ficou impossibilitada de trabalhar por três meses, sofre com dores de cabeça e perda de mobilidade nos dedos da mão e, por medo, jamais retornou para a sua casa.
A apelação também foi bem-sucedida na solicitação de reduzir para a fração mínima a aplicação de diminuição de pena relacionada à tentativa (homicídio qualificado tentado), ou seja, a redução passou para apenas um terço. A Promotora de Justiça Ana Paula Rodrigues Steimbach demonstrou no recurso que a redução só poderia ser aplicada em seu mínimo, uma vez que a intenção homicida era evidente e a morte só não se concretizou por circunstância alheia à vontade do réu, que fugiu após deixar a vítima ensanguentada e desacordada.
Conforme a denúncia do MPSC, o réu e a vítima tiveram um desentendimento verbal horas antes da tentativa de homicídio. Mais tarde, o réu foi até a residência da vítima e, embriagado e munido de um facão com lâmina de 410 milímetros de comprimento e 55 milímetros de largura, golpeou repetidamente a vítima, que sofreu fratura craniana e teve lesões diversas na cabeça, no pescoço, braços, tórax e costas. Mesmo perdendo muito sangue, a vítima retomou a consciência e conseguiu pedir ajuda aos vizinhos, que acionaram as autoridades policiais e o atendimento médico de urgência.
Com o recurso de apelação do MPSC, a pena final foi fixada em 10 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado. O réu está encarcerado no Presídio Regional de Xanxerê desde maio de 2024.
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