Após audiência de instrução e julgamento, Justiça mantém prisões de integrantes da torcida organizada União Tricolor
Aconteceu na quarta-feira (13/07) a audiência de instrução e julgamento dos 11 integrantes da torcida organizada União Tricolor, do Joinville Esporte Clube (JEC), denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em abril deste ano. Durante todo o dia foram ouvidas vítimas, testemunhas e os réus dos crimes cometidos em 20 de fevereiro deste ano, no Bairro Aventureiro, zona leste da cidade. Na audiência, as defesas de três dos denunciados pediram as revogações das prisões, mas os pleitos foram indeferidos pelo Juízo da 1ª Vara da Comarca de Joinville.
A próxima etapa do processo será a manifestação dos advogados, no prazo de cinco dias, a respeito de novas provas juntadas pelo Ministério Público. Após, será aberto prazo para alegações finais.
De acordo com o Promotor de Justiça, Ricardo Paladino (foto), titular da 22ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville, "a audiência demonstrou cabalmente que os réus arquitetaram um ataque covarde contra torcedores de clubes do estado do Pará, por não aceitarem que manifestassem suas preferências por times de outras cidades. A brutalidade da ação dos criminosos fez com que uma gestante fosse internada e tivesse o parto acelerado, bem como que um trabalhador, que está com o corpo parcialmente paralisado e cego de um olho, ficasse incapacidado de prover o sustento de sua família. O que se espera agora é que os autores dessa barbárie sejam severamente punidos e que fatos dessa natureza jamais se repitam".
Na audiência de instrução e julgamento foram ouvidas as vítimas, bem como as testemunhas de acusação e de defesa. Também aconteceram os interrogatórios dos réus. A partir de agora, as partes oferecerão as alegações finais por escrito. Após as alegações finais, o juízo da Comarca de Joinville decidirá se os acusados serão levados a júri popular.
Relembre o caso
O caso aconteceu no dia 20 de fevereiro. Cerca de 30 integrantes da torcida organizada União Tricolor invadiram um bar em que torcedores dos times do Estado do Pará, Remo e Paysandu, estavam reunidos para assistir a um jogo entre as duas equipes. Eles obrigaram os torcedores a tirarem as camisetas dos clubes, afirmando que aqueles que, caso recusassem, seriam mortos.
Câmeras de segurança flagraram a movimentação dos agressores da torcida organizada se reunindo no ponto de encontro combinado, no bairro Aventureiro, e se dirigindo até o bar em que ocorreu a tentativa de homicídio. Estavam armados com tacos de beisebol, pedaços de madeira e barras de ferro.
No trajeto até o estabelecimento comercial ocorreram provocações, agressões e ameaças a torcedores que vestiam camisetas de times de fora da cidade. Já a tentativa de homicídio ocorreu na loja de conveniências Sabores do Pará, quando o casal dono do estabelecimento e um dos clientes foram agredidos. O cliente ficou gravemente ferido e precisou, na época dos fatos, ser internado em tratamento intensivo.
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