Após ação penal do MPSC, mentor intelectual de roubo a uma cooperativa de crédito em Mafra é condenado a 32 anos de prisão
Um assalto a uma cooperativa de crédito ocorrido em novembro de 2022, em Mafra, teve seu desfecho com a condenação do homem considerado mentor intelectual do ato criminoso. Consta na ação penal pública da 2ª Promotoria de Justiça que o réu, mesmo preso na Penitenciária de São Pedro de Alcântara, organizou e coordenou a ação criminosa no Planalto Norte catarinense.
O acusado, denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), foi sentenciado por latrocínio tentado, adulteração de sinal identificador de veículo e corrupção de menor. Ele recebeu a pena de 32 anos, quatro meses e cinco dias de reclusão em regime fechado, além do pagamento de 29 dias-multa.
Ainda na decisão judicial, a prisão preventiva do réu foi mantida, considerando a necessidade de preservar a ordem pública e a segurança da sociedade. A sentença proferida pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Mafra trata de uma ação penal pública ajuizada pela 2ª Promotoria de Justiça contra o mandante dos crimes. Os demais envolvidos já foram condenados em outro processo já transitado em julgado.
A denúncia descreve que o mentor intelectual do assalto, mesmo recluso na Penitenciária de São Pedro de Alcântara, organizou e coordenou a ação criminosa, que envolveu a participação de diversos cúmplices, entre eles um menor de idade. A quadrilha, armada e bem estruturada, executou o assalto à cooperativa de crédito. Os envolvidos, utilizando armas de fogo e simulacros, renderam funcionários e clientes, e se apossaram de elevada quantia em dinheiro em espécie, além de diversos aparelhos de telefone celular.
Consta nos autos que, durante o assalto, um vigia foi gravemente ferido ao tentar reagir e foi baleado no lado esquerdo do pescoço. Ele não morreu porque recebeu socorro médico e tratamento cirúrgico após o cometimento do assalto pelos agentes.
A ação penal narra ainda que a rápida ação das forças de segurança impediu a fuga dos criminosos, resultando na prisão em flagrante de três envolvidos. Os bens subtraídos foram recuperados e devolvidos aos proprietários. Outros membros da quadrilha, responsáveis pelo transporte e apoio logístico, também foram identificados, denunciados e condenados pela Justiça.
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