Ação integrada acolhe 57 pessoas em situação de rua no Centro de Florianópolis
Uma ação reunindo mais de 60 agentes públicos e representantes da sociedade civil vistoriou a área central do Município de Florianópolis tendo como objetivo o bem-estar e a dignidade das pessoas em situação de rua. A operação encaminhou 57 pessoas para acolhimento e também possibilitou o cadastramento delas pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) e pela Delegacia de Pessoas Desaparecidas.
A ação, acompanhada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por meio da 30ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, foi realizada pela força-tarefa ampliada do Grupo Permanente em Defesa das Pessoas em Situação de Rua. Na ocasião, a Prefeitura de Florianópolis disponibilizou passagens para pessoas que manifestaram desejo de retornar para suas cidades de origem.
Participaram da ação, além da 30ª Promotoria de Justiça da Capital, a Assistência Social de Florianópolis, as Polícias Civil e Militar, a Guarda Municipal, o IGP, a Comcap e o Conselho de Segurança do Centro de Florianópolis.
"Essa ação que teve em mira o bem-estar e a dignidade das pessoas em situação de rua na capital do estado foi, sem dúvida, a maior até agora realizada pela força-tarefa", destaca o Promotor de Justiça Daniel Paladino, que ainda explica que o trabalho é uma ação contínua, realizada uma vez por mês no período noturno, sem prejuízo das ações matutinas que acontecem diariamente. "Ao longo de mais de quatro anos totalizamos em torno de 400 ações e abordagens realizadas, sempre em favorecimento dessa população vulnerável", completa o Promotor de Justiça
Grupo Permanente em Defesa das Pessoas em Situação de Rua
Criado em abril de 2017, o Grupo Permanente em Defesa das Pessoas em Situação de Rua tem como objetivo orientar os cidadãos na busca por serviço especializado e em questões de higiene pessoal, saúde e limpeza do ambiente utilizado.
O grupo é formado pela Secretaria Municipal de Segurança, pela Guarda Municipal, pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Florianópolis (Abrasel), pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), representado pelo Promotor de Justiça Daniel Paladino, pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), pela Polícia Militar, pela Companhia Melhoramentos da Capital (Comcap), pela Secretaria de Assistência Social, pela Comissão dos Direitos Humanos da OAB/SC, pela Secretaria Municipal de Saúde, pelo Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), pelo Conselho de Segurança do Centro da Capital (Conseg) e pela Delegacia de Polícia Civil especializada em pessoas desaparecidas.
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