Ação do Ministério Público visa impedir a realização de rodeio em Joinville
A 21ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville ingressou com uma ação civil pública (ACP), com pedido de liminar de urgência, para que a empresa JH Empreendimentos LTDA não realize a competição de "tiro de laço" e outros torneios envolvendo animais durante o final de semana dos dias 12 a 14 de abril, no evento denominado "Rodeio de Joinville está de volta! CTG Chaparral", sob pena de multa diária no valor de R$ 150 mil, por dia de descumprimento.
Na ação ajuizada, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) descreve que o objetivo é resguardar a defesa, proteção e bem-estar dos animais, impedindo que sejam submetidos a provas e atividades que os submetam a sofrimento e crueldade, incumbindo ao poder público assegurar a efetividade desse direito.
Ainda na ação, a Promotoria de Justiça, com atribuição na área de meio ambiente e direito animal, aponta que o rodeio está sendo divulgado com diversas irregularidades que impedem seu acontecimento.
Entre os apontamentos do MPSC estão a ausência da licença da Polícia Civil, do alvará sanitário emitido pela Vigilância Sanitária de Joinville, a contratação de um médico veterinário, para atuar como responsável técnico e que deverá estar presente, de forma obrigatória, durante todo o evento. Além disso, como haverá transporte de animais, os organizadores não apresentaram a Guia de Transporte Animal (GTA) da CIDASC, documento imprescindível para essa atividade.
A promotora de Justiça Simone Cristina Schultz destaca que "cabe ao Ministério Público adotar as medidas legais e necessárias para proibir quaisquer ilícitos contra a dignidade animal, uma vez que causarão dor e sofrimento aos animais envolvidos". "Esta ação objetiva unicamente resguardar a proteção, defesa e bem-estar animal, além o amparo a toda uma coletividade que poderá ser lesada, frente a um evento totalmente irregular", completa.
Outra divergência elencada pelo MPSC é o envolvimento de crianças e adolescentes, a exemplo das competições de prenda infantil e prenda juvenil. A organização também não apresentou as devidas autorizações dos pais e responsáveis para a entrada e permanência deles no evento.
"Diante das incontáveis irregularidades apontadas, fica claro que esse evento deve ter impedida a sua realização, pois além de violar não só o direito dos animais envolvidos, mas o de toda uma coletividade, diante da ausência de documentos que asseguram sua regularidade", enfatizou a Promotora de Justiça.
Últimas notícias
06/01/2026Aviso de pauta: Protocolo “Não é Não” será implementado no jogo entre Avaí e Barra, pela primeira rodada do Campeonato Catarinense
24/12/2025Réus são condenados em Mondaí por matar um homem e abandonar corpo na calçada
23/12/2025Operação “Não se mexe”: Promotoria de Justiça recorre para converter tornozeleira em prisão preventiva de suspeito de desvio milionário em Joaçaba
20/12/2025MPSC questiona trecho da Lei que aumentou os salários dos Secretários Municipais de Joinville
20/12/2025Atuação da Promotoria de Justiça resulta em operação policial contra investigado por desvio milionário em Joaçaba
19/12/2025MPSC encerra 2025 com atuação ampliada na defesa da sociedade catarinense
Mais lidas
10/10/2025GAECO deflagra Operação “Hora do Show” que investiga irregularidades e direcionamento em processos de contratação pública no Oeste
15/10/2025GAECO, em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital, deflagra operação para combater organização financeira de facção criminosa
08/10/2025GAECO e Polícia Civil deflagram a operação “Carta branca” para apurar crimes contra a administração pública na região do Planalto Serrano
26/11/2025GAECO/MPSC deflagra operação “Carga Oca” para investigar fraudes em fornecimento de material tipo macadame à SEURB entre 2022 e 2024
09/10/2025Mulher que matou companheiro em reserva indígena é condenada
31/10/2025GAECO deflagra Operação Nuremberg para desarticular um dos maiores grupos neonazistas em atividade no Brasil