Última aula do Programa de Difusão de IA aborda uso de ferramentas de forma ética e responsável no meio jurídico
Ministrada pelo membro da Comissão de Planejamento Estratégico do CNMP Paulo Cesar Zeni, capacitação ressaltou limites da tecnologia e importância da revisão crítica.
Para finalizar um ciclo repleto de conhecimento e novidades, aconteceu, nesta quinta-feira (11/12), a última capacitação em engenharia de prompts do Programa de Difusão em Inteligência Artificial (IA) do Ministério Público. Com o tema “Aspectos éticos e legais do uso de IA”, a aula foi ministrada pelo membro auxiliar da Comissão de Planejamento Estratégico do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) Paulo Cesar Zeni.
Paulo começou a capacitação falando sobre a história da inteligência artificial. “Diferentemente do que acreditamos, a IA não é algo tão recente. O início do termo ‘inteligência artificial’ começou ali por 1940, com Alan Turing, e, depois, diversos pesquisadores buscaram maneiras de automatizar algumas ações realizadas pelo ser humano”, explicou.
Após a introdução da parte histórica, Zeni abordou assuntos relacionados ao uso ético e legal da inteligência artificial na área jurídica. Um dos tópicos foram os cuidados necessários ao utilizar as ferramentas, principalmente para que não sejam usadas informações falsas. “Nós sabemos que a ferramenta pode ‘alucinar’, por isso é necessário tomarmos alguns cuidados não só na revisão, mas também no comando que vamos passar. Por exemplo, contextualize o seu pedido com dados e referências, peça citações que indiquem fontes reais, instrua o software a ser honesto caso ele não saiba a resolução, divida as tarefas e, por fim, peça para ajustar o tom”, disse.
Paulo Cesar Zani ainda lembrou sobre a responsabilidade que nós, humanos, temos ao utilizar uma IA investigativa, que pode ser uma ótima ferramenta para agilizar análises de dados, mas não assume um papel de perito, testemunha ou fonte autônoma de prova. Ele apresentou também como a inteligência artificial pode ser usada em tribunais e quais precauções devem ser tomadas – por exemplo, qual ferramenta, comando e resultado que a IA ofereceu. Por fim, Zeni explicou sobre a Resolução do Conselho Nacional de Justiça n. 615, que atribui os usos legais e regimentais da IA no Poder Judiciário.
‘‘Programa de Difusão em Inteligência Artificial’’
Com aulas desde agosto, o Programa de Difusão de IA do Ministério Público foi desenvolvido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional. Com 14 capacitações ao todo, o programa abordou a inteligência artificial como instrumento de modernização institucional e com valores humanos.
Últimas notícias
13/02/2026GEDDA do MPSC reforça obrigatoriedade de perícias em crimes envolvendo animais vítimas de maus-tratos
13/02/2026Professor de música que abusou de alunas é condenado após ação do MPSC no Sul do estado
13/02/2026MPSC denuncia pai por sequestro, feminicídio e ocultação de cadáver de adolescente em Itajaí
13/02/2026GAECO deflagra Operação Infantius e desmantela rede digital de exploração sexual infantojuvenil em SC
13/02/2026CyberGAECO: Dois presos na Operação Infantius têm prisão preventiva decretada
Mais lidas
17/10/2025MPSC, Prefeituras e Câmaras Municipais da Comarca de Chapecó firmam protocolo de boas práticas e combate à corrupção
03/12/2025AVISO DE PAUTA: 2ª PJ de Presidente Getúlio realiza Encontro Intermunicipal das Redes de Proteção da Comarca
18/12/2025Lei 15.280/25 amplia proteção a vítimas de crimes contra a dignidade sexual e impacta atuação do MPSC
11/12/2025Acordo do MPSC com rede educacional particular garante bolsas de estudo para alunos carentes e R$ 250 mil para projetos de interesse da sociedade
23/10/2025Clínica clandestina em Itapoá é fechada após denúncia
19/01/2026Promotorias de Justiça acompanham investigações de maus-tratos que levaram cão à morte em Florianópolis