Mulher que atentou contra a vida do ex-companheiro é condenada a 11 anos de reclusão em Jaraguá do Sul
De acordo com a ação penal pública ajuizada pelo MPSC, a acusada, insatisfeita com a decisão judicial que autorizou o ex-companheiro a passar o fim de semana do Dia dos Pais com o filho do casal, decidiu vingar-se.
Narra a denúncia que, no dia 11 de agosto de 2024, a autora dos fatos dirigiu-se ao apartamento onde a vítima estava hospedada, em Jaraguá do Sul, e o aguardou escondida dentro de um armário. Cerca de uma hora após a chegada da vítima, a mulher saiu do esconderijo apontando-lhe um pistola que portava com ela e, de forma inesperada e repentina, efetuou os disparos de arma de fogo contra a vítima, atingindo-a nas duas pernas e no abdômen.
A ação criminosa foi motivada por sentimento de posse em relação ao filho e para vingar-se do ex-companheiro por ter obtido autorização judicial para passar o final de semana do Dia dos Pais com o filho. Narra, ainda, que o crime foi praticado mediante emboscada e de forma a dificultar qualquer reação defensiva por parte da vítima.
No dia 9 de outubro a acusada foi levada a julgamento pelo Tribunal do Júri e condenada pelo Conselho de Sentença, que acolheu todas as teses apresentadas pela 4ª Promotoria de Justiça, por tentativa de homicídio triplamente qualificado - motivo torpe, mediante emboscada e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Jaraguá do Sul fixou a pena em 11 anos, um mês e 10 dias de reclusão, em regime fechado. Como efeito secundário da pena, em caso de trânsito: a perda do poder familiar da ré sobre o filho e a perda de cargo público que ocupava. Ainda cabe recurso da decisão, mas foi negado à ré o direito de recorrer em liberdade, tendo em conta que respondeu o processo presa e assim foi mantida.
A Promotora de Justiça Maria Cristina Pereira Cavalcanti sustentou diante dos jurados que “a acusada agiu de forma premeditada e com desprezo pela vida, pois invadiu o apartamento alugado pela vítima, onde permaneceu escondida dentro de um armário, tendo desferido os disparos de inopino contra a vítima, que não esperava tal conduta”. Também atuou na sessão de julgamento o Promotor de Justiça Rafael Scur do Nascimento.
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